segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Quando a terra treme... muito...

Faz hoje 5 anos que a cidade de Christchurch teve o momento mais marcante na sua história até hoje:
A cidade foi seriamente destruída por um terramoto, o que fez mudar a vida de milhares de pessoas.

Este ano o aniversário foi antecedido por um terramoto particularmente forte. O primeiro verdadeiramente forte desde que começamos a nossa vida nestas ilhas e o primeiro que deu para assustar e telefonar a amigos a ver se estava tudo bem.

Acompanhei as notícias vindas de Portugal e assustou-me ainda mais a ignorância com que são passadas as notícias. Num dos artigos era um elevado número de feridos (vende mais) e noutro mencionavam que este terramoto foi o primeiro desde o grande de 22 de Fevereiro de 2011. Podem ver este artigo aqui. Para esta notícia ser verdade tínhamos de ignorar os mais de 14.000 terramotos que aconteceram entre estes dois. Inclusive as centenas que nós mesmos sentimos.

Vejam esta ilustração com tudo que aconteceu desde 2010 (altura do primeiro grande terramoto até este mês, onde é bem claro o da semana passada).


Este foi de facto forte e causou estragos em vários sítios. Ainda assim não foi "o que pintaram".

Mas a vida aqui é assim e continua. Hoje, tal como nos anos anteriores, vê-se as flores nos cones de trânsito, olha-se para o futuro e não se esquece o passado.


Quanto às notícias incorrectas, estas continuam. Durante esta semana houve um terramoto numas ilhas desertas e isoladas chamadas "Ilhas Auckland". A meio caminho da Antártica (para quem vem da Nova Zelândia). Os noticiários em Portugal situaram o terramoto na região de Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia. Fica aqui o exemplo da SIC, que até colocou uma imagem com o mapa da região (errada), mas encontrei artigos similares noutros jornais Portugueses.

O que me assusta é a quantidade de erros e a falta de confirmação do que se está a anunciar ou escrever. Nestes tenho noção do quão falsos são. Nem quero imaginar tudo que ali é dito que também é falso.

Por falar em viver num canto do mundo em que muito acontece, as Fiji, sobre as quais escrevi aqui num dos últimos posts e que visitamos há algumas semanas foram também atingidas pelo tufão mais forte da sua história. A zona mais afectada foi precisamente aquela onde passamos o nosso tempo na ilha.

Estas coisas acontecem-nos muito próximas, é diferente da realidade em Portugal mas faz-nos perceber melhor como funciona este planeta azul.

domingo, fevereiro 07, 2016

Cave Stream... a andar pela caverna...

Há pouco mais de um mês atrás escrevi aqui sobre um dos nossos "passeios" à Cave Stream em Castle Hill. Castle Hill é a cerca de uma hora e meia da cidade onde vivemos, nas montanhas. Fazemos diversas viagens para essa zona para explorar a natureza (há várias coisas a explorar e as paisagens são sempre fantásticas).

Movie geek side note: a batalha final de um dos filmes das "Crónicas de Nárnia" passa-se nesta região. Ficam aqui com o link para a cena do filme. 

Na última visita, numa das nossas caminhadas, chegamos até à porta de uma caverna com um gruta formado por uma ribeira. Como estávamos com a Sofia às costas não fizemos o percurso pela gruta. Embora o percurso não fosse perigoso tem de se ter independência (e noção do perigo) pois em algumas secções tem de se estar completamente independente (ver secção final no filme).

Assim desta vez fomos preparados com o equipamento necessário, a Sofia ficou a dormir fora da caverna e isto foi a nossa caminhada de uma hora no fresquinho. Qual "Blair Witch Project" ou "Branca de Neve" de João César Monteiro. Aqui fica a minha produção com pior "material bruto para fazer uma montagem, mas foi a melhor forma de reduzir uma hora de caverna a três minutos de filme, com "focus" para a parte da subida final.


Depois um picnic na montanha (o primeiro deste fim de semana prolongado) e mais uma caminhada no alto da montanha. Estes dois últimos no Craigieburn Forest Park, a alguns minutos de Castle Hill.

Nota antes de vir para estas zonas: não há localidades por isso também não há bombas de gasolina. Abastecer antes de entrar na zona porque a estação de serviço seguinte é a 74km pela montanha (estou só avisar, não tivemos problemas).



segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Um fim de semana nas Fiji...

Provavelmente para muitos Portugueses as Fiji são apenas umas ilhas distantes no Pacífico tão remotas que nunca irão compensar uma visita.

Antes de nos mudarmos para a Nova Zelândia para mim caíam na mesma categoria do Tahiti ou Vanuatu (que diga-se de passagem são bem pertinho): ilhas muito quentes e húmidas onde temos praias e cascatas (o imaginário das cascatas vem dos reclames do shampoo com fragrâncias do Tahiti).

Mas agora também nós vivemos numa ilha do Pacífico.
Aproveitando o facto da Catarina ter alguns projectos nas Fiji e ter de por algumas vezes se deslocar lá em trabalho tivemos a oportunidade de passar um fim de semana à Fiji.
Afinal um dos voos era pago pela empresa para a deslocação do trabalho, a Sofia ainda não paga voos porque tem menos de dois anos. Os custos nas Fiji são reduzidos porque o carro tem o desconto porque nos dias anteriores já tinha sido usado (quantos mais dias mais barato) e a experiência a organizar viagens facilitou a ter um hotel muito bom e barato (é só preciso saber usar bem sites como o booking.com).

Assim, a Sofia e o pai tiveram a sua primeira viagem a dois (3 horas separam as Fiji da Nova Zelândia. Embora haja voos directos da Christchurch estes não nos eram convenientes e por isso fizemos a viagem por Auckland, o que faz umas um hora de viagem) e deu para aquecer no calor destas ilhas (a temperatura mínima de noite foram 28ºC e em média de dias estavam 33ºC).

Obviamente que 3 dias passados por nós na Fiji tinham de ter:
  • Caminhadas (o nosso hobby agora)
  • Cascatas (sim, shampoos Tahiti, aqui vamos nós, tinha de ser)
  • Praia (se não batiam-me)
  • Pôr-do-sol com palmeiras (fica bem nas fotos)
Claro que não podíamos ficar só pelas zonas turísticas (longe disso). Andamos a explorar as aldeias e lugares um pouco menos acessíveis (ter carro 4x4 ajuda) para perceber a cultura local. Nisso as caminhadas também ajudam.
Antes da viagem fizemos um bom trabalho de casa a ver onde seria segura e menos seguro fazer estas aventuras (ler, ler, ler e perguntar a quem se tem mais confiança para não apanhar surpresas, embora sempre preparados para eventualidades).

Para alem das fotos aqui no blog, ficam as minhas duas fotos 360º dos locais preferidas:
Para ver as outras aqui fica o link do meu perfil de fotos.


Partida para uma viagem a dois...
O primeiro pôr-do-sol 
Sofia a imitar os músicos... ou ao contrário...
Aldeia perdida no meio do monte 
Ao início da caminhada...
Caminhada com o calor e humidade das Fiji cansa...
A cascata ao nosso alcance...
Com os pés dentro de água...
Pai e Sofia já a nadar na cascata...
Escola em dia de aulas...
A "nossa" praia de pôr-de-sol...
O pôr-do-sol propriamente dito... 
Praia para mergulhos... mas com t-shirt porque o sol queima...
Coral... longos corais... 
A andar por essas estradas fora... 
Sempre a andar por essas estradas...
Último pôr-do-sol no mar...
FIJI 2016...
p.s.: fazendo referência ao último post e às coisas menos boas que acontecem... nós já regressamos, mas as nossas malas ainda andam em viagem. A escala em Auckland ao regresso foi super apertada (tivemos de correr) porque o primeiro voo se atrasou e as malas ficaram pelo caminho. Elas ainda devem aparecer, estão em "Fiji time" (em bom Português elas estão a dizer-nos: "temos tempo..."