domingo, abril 28, 2013

New Regent Street...

Várias coisas acontecem em Christchurch ao longo de uma semana.

Há duas semanas abriu a New Regent Street, no coração da cidade. Assim a cidade começa a renascer enquanto mesmo ao lado os edifícios continuam a cair. Aqui fica um video que filmei hoje de como começa renascer esta cidade.

Reconstruir uma cidade...

Às vezes, via Skype ou por e-mail, tento explicar à minha família ou amigos o que é uma cidade em reconstrução. Explicar o impacto que um terramoto consegue ter numa cidade. Contamos coisas que vemos mas, sinceramente, acho difícil imaginar isso.

Assim, este post é uma tentativa de mostrar como nasce uma cidade...
Começo por mostrar uma foto tirada hoje, no coração da cidade, e uma foto do mesmo edifício antes do terramoto. Faltam "ali umas coisas"...



Quando chegamos, há 7 meses, no local abaixo existia um parque de estacionamento de 5 pisos, pronto a ser demolido. Hoje em dia resta um enorme vazio.


As demolições continuam e até conseguem ser motivo de atracção nas ruas que começam a abrir.


Abaixo uma foto do teatro da cidade. Como em muitos teatros a fachada era bonita (e por isso é para manter) e, mais atrás, consegue-se ver o que parece ser o palco. Esta rua tinha fachadas ao longo de toda ela.


E entretanto edifícios novos ou restaurados começam a surgir pela cidade e novas ruas a abrir.

A Catedral de Cartão, um edifício temporário para substituir a Catedral danificada até esta ficar pronta..
O hotel nas traseiras da praça central da cidade a acabar de ser restaurado.


quarta-feira, abril 24, 2013

25 de Abril - ANZAC Day

Amanhã, que para mim é já dentro de poucas horas, é dia 25 de Abril.

Aqui, no país onde estou, é um dia especial. É feriado nacional. Um feriado marcado por comemorações que tem origem num evento militar de há muitos anos atrás e em que as pessoas usam uma flor vermelha para marcar este dia.

Os mais distraídos, e tendo em conta que estou a escrever em Português, podiam pensar que estaria a falar do 25 de Abril de Portugal e assim da "Revolução dos Cravos" mas a realidade é que continuo na Nova Zelândia e no entanto tudo isto se mantém.

Amanhã é o "Dia ANZAC" que é celebrado na Austrália e na Nova Zelândia (e noutras ilhas aqui perto). ANZAC quer dizer "Australia and New Zealand Army Corps" que era um corpo do exército formado por soldados destes dois países que lutou na Primeira Guerra Mundial. A data celebra o primeiro dia do desembarque (no ano de 1915) destes soldados em conjunto com o exército Britânico em Gallipoli na Turquia. Esta batalha resultou em mais de 10.000 mortes para o exército Aussie e Kiwi bem como a sua derrota ao fim de vários meses de combate.

Para prestar homenagem neste dia são usadas papoilas (vermelhas) um pouco por todo lado, um simbolo para o "não esquecimento" de todos os soldados falecidos na Primeira Grande Guerra.

Aqui na cidade as cerimónias começam às 6 horas de manhã, mas, por muito respeito que tenha pelos soldados, acredito que a essa hora ainda vou estar a dormir.

Curioso como com 365 dias num ano, há cerimónias tão parecidas (por muito que recordem eventos tão diferentes) em países que estão distantes e que são celebradas no mesmo dia... em parte ajuda uma pessoa a se sentir em casa (e sempre é um feriado para se descansar do trabalho).


segunda-feira, abril 22, 2013

Coisas Más da Nova Zelândia...

Depois do meu último post perguntaram-me se só havia coisas boas na Nova Zelândia. Em quase 7 meses escrevo, praticamente, só coisas boas. A verdade é que da mesma forma que quando se está mal se vê tudo mal, quando se está bem, tudo parece melhor.

Claro que a Nova Zelândia tem coisas menos boas mas depois tudo depende muito de como se compara. Os Kiwis queixam-se de muitas mais coisas do que eu me queixo: por exemplo, queixam-se dos salários (mas os salários em Portugal são muito mais baixos). Queixam-se do preço da gasolina que é substancialmente mais barata que na Europa (que ainda fica maior a diferença quando se vê os salários). Queixam-se que não há muito para fazer, mas eu até gosto do sossego (daqui a uns tempos também vou sentir o mesmo).

Por outro lado queixo-me de coisas que eles não vêem como problema.

Só posso falar da minha realidade e da minha experiência em Christchurch, uma cidade que vive uma realidade diferente e temporária. Mas da mesma forma que relato normalmente as coisas boas que experimento vou relatar aqui as minhas experiências menos conseguidas.

Assim, aqui fica o lado negro da Nova Zelândia:

CASAS - Isolamento térmico é algo que os Kiwis ainda não descobriram. Eu até compreendo as casas serem em madeira por causa dos terramotos mas tudo o resto parece um pesadelo sem razão no que toca a casas. Uma arquitectura louca que não lembra nem ao Pai Natal (por exemplo a nossa casa só tem casa da banho ou serviços no 3º piso, o de dois dos quartos, logo não tem nem do rés do chão nem no da sala e cozinha, mas isto é um exemplo de muitos). Vidros duplos nem vê-los (começaram a ser obrigatórios agora, logo quase nenhuma casa tem). As casas ainda estão todas cobertas com alcatifas e quando falamos noutro tipo de pavimento ficam todos chocados. É um problema encontrar uma casa que tenha os requisitos mínimos para um Europeu, quanto mais uma que tenha todas as condições.

CASAS (PREÇOS) - Apesar de as casas serem más, o preço do aluguer é altíssimo. É a velha história da oferta e da procura. Devido ao terramoto a procura de casas para aluguer é enorme, logo os preços subiram drasticamente e a qualidade/preço do que se arranja deixa muito a desejar (para um Europeu pelo menos... eles acham muito normal).

MOBÍLIA - Ainda no capítulo das casas, as mobílias são dignas dos anos 80 ou inícios dos anos 90. Arranjar alguma coisas minimamente moderna é um desafio e para comprar algo que em Portugal seria normal aqui paga-se ao peso do ouro (paga-se a importação). E se queremos modificar ligeiramente algo nessas mobílias, temos que esperar "apenas" quatro meses.

TERRAMOTOS E DESASTRES NATURAIS - Se por um lado os terramotos pararam nos últimos meses, são uma realidade da nossa vida. Não fazemos fazemos a vida a pensar nisso, mas temos que assumir que amanhã ou hoje daqui a 15 minutos estamos sujeitos a um e temos de estar preparados (dentro do possível que não nos modifique a nossa vida). Ter sempre comida e água para 3 dias em casa. Depósito do carro nunca com menos de metade e telemóveis sempre carregados. Quando deixamos de os ver ou sentir é fácil esquecer e seguir a vida normal, como se nunca tivessem existido, mas pelo menos temos de estar minimamente prevenidos.

MOTORISTAS - Os Kiwis são de forma geral muito relaxados e calmos. Na estrada cumprem todos limites, mas depois... são calmos demais. Não há paciência para algumas coisas (pelo menos com o meu sangue algo latino). Por exemplo, para virar à direita (imaginem a viragem à esquerda na Europa continental) num cruzamento têm de ter um intervalo de 1 km para eles atravessarem. Ou seja, numa mudança de sinal, passa um carro. Ainda são capazes de fazer uma fila de 10 minutos numa rua, com a paralela que vai dar ao mesmo sitio completamente livre (dá-me jeito quanto quero evitar transito, mas não quando a rua da minha casa é a rua em que estão todos parados quando podiam estar ao lado e dividir a fila). Cumprem tudo à risca, e se tem a prioridade não abrandam para deixar outros passar. Se abrandamos nós para eles entrarem ficam a olhar e não sabem aproveitar . Por várias vezes já tentei deixar entrar alguém vindo de uma rua lateral e não foram capazes de entrar, ficaram a olhar espantados. Só se parar mesmo é que entram. Resumindo: são um bocadinho mocotós a conduzir... mas ao menos não há os "espertinhos".

CORRIDAS ILEGAIS - Se durante o dia os motoristas são um bocado mocotós à noite há corridas ilegais na cidade. O que mais se vê são Subaru's, FORD's, Holden's e afins todos kitados. De dia tudo normal, de noite ouvem-se e vêem-se bastante, principalmente no fim de semana.  É um problema da cidade, que antes do terramoto era pior mas agora ao poucos está a voltar.

ESTRADAS - A razão de ultimamente haver menos corridas são as estradas. O pavimento no resto do país é impecável mas Christchurch está muito afectada pelo terramoto e se as vias principais já foram reparadas, a maior parte das estradas ainda tem muitos estragos.

OBRAS - A cidade está a ser reconstruida... o que quer dizer que a cidade está em obras. Imaginem um estaleiro gigante com obras por todo lado. As ruas passam o dia a mudar de sentido e se conseguia chegar ao trabalho de carro em 5 minutos agora demoro 15 porque tenho de dar uma volta ao quarteirão, porque várias ruas ficaram há 4 semanas de sentido único. E depois com tantas obras os pneus, quer das bicicletas quer dos carros apanham um pouco por tabela.

TELEVISÃO - Se achavam que a televisão é Portugal é má, aqui não tem comparação (mesmo com cabo). A proporção deve ser para dois minutos de um programa temos um de publicidade. O que faz com que haja intervalos a cada 6 minutos (não estou a exagerar). Ok, felizmente não há Big Brother VIP (como já ouvi falar) mas a programação é muito fraca. Regra geral a TV fica desligada cá em casa e sinceramente não faz falta.

ILHA - Para quem não reparou, a Nova Zelândia são duas ilhas (na realidade são mais, mas vamos falar só das maiores). Ou seja, é preciso voar para sair daqui ou pagar o ferry para se trocar de ilhas. É sempre caro. Ainda tem o problema de ser longe de tudo (leia-se Europa). São 32 horas de viagem para Portugal e um preço de bilhete nunca inferior a 1500€.

BURACO DO OZONO - Aqui o Sol queima. Para todos os que estão em África e pensam que o Sol aí queima, aqui queima muito mais. O protector que uso aqui é de factor 80. Não incomoda muito, mas como se passa muito tempo ao ar livre convém não esquecer. A razão é que o buraco de Ozono que tanto se fala é mesmo por cima aqui da ilha o que faz com que haja menos proteção e o sol tenha dos indices de raios UV mais altos do planeta. É algo mais para lista de coisas que se tem que ter cuidado.

ALCOOL - Ainda não vimos nada referente ao álcool ao vivo, nem pessoas na rua alcoolizadas,  mas o álcool é um problema sério cá. Pelo menos a quantidade de anúncios na TV, as campanhas agressivas de prevenção e as conversas com colegas dão a entender isso.

CRICKET - Mas o que é aquilo? Um jogo demora mais de um dia... A sério?!?!?

Nenhuma destas coisas de facto afectou até ao momento o dia a dia e tem sido interessante ver que estes são "problemas" que se encontram aqui. Esta é a razão que acredito que vou continuar a dizer as coisas boas,  parecem-me muito mais tentadoras (pelo menos até me esquecer da Europa e ficar como eles aqui - não me deixem se virem isso a acontecer).

Para aqueles que quiseram razões para não sair de uma zona de conforto, também ficam aqui uma lista de coisas que se encontram por aqui. Estou certo que noutros destinos os problemas serão outros. Temos é que cada um refletir o que queremos na vida e lutar por isso. Neste momento, e apesar de tudo, o melhor para os meus objectivos parece ser aqui...

sexta-feira, abril 19, 2013

Honestidade... Nível: Nova Zelândia...

Há coisas que são difíceis de explicar na Nova Zelândia, principalmente quando se vem de países em que este tipo de coisas já não acontecem...

Para perceberem o nível de honestidade da Nova Zelândia, numa das  nossas aventuras pelo meio da Nova Zelândia remota havia uma zona privada que para se passar tem que se pagar uma "portagem" de 25$ para manutenção do caminho (leia-se, para que exista um caminho que passa um 4x4). 

Já sabíamos disto com antecedência mas o que não estávamos era à espera era que isto fosse a portagem  (ver foto abaixo). Se repararem no canto inferior esquerdo da foto tem uma caixa (que dizia "Honesty box"). Esta caixa serve simplesmente para se deixar lá o dinheiro (25$) e escrever num papel a matrícula do carro. E era só isso.
Posso dizer que quando abri a caixa para lá deixar o dinheiro (sim, eu deixei lá o dinheiro mesmo) a caixa já tinha umas quantas notas a pagar diversas passagens. Note-se: isto é no meio do nada, a meio do percurso.

Um nível de confiança e honestidade fora de série que nos pode fazer pensar: "eles são um bocado ingénuos". 
Mas sinceramente depois fiquei a pensar melhor:
Não será que eles é que tem razão? 
Não devia ser isto de facto suficiente e nós é que não devíamos logo pensar no contrário?


O país não é perfeito e é lógico que há crime, mas é outro campeonato...

segunda-feira, abril 15, 2013

De pés descalços...

Das coisas mais fantásticas de viver no estrangeiro é aprender culturas diferentes e maneiras completamente diferentes de pensar.

Tenho a certeza que o Freud iria analizar um dos meus sonhos recorrentes de adolescência, de me encontrar num local público descalço, como uma insegurança qualquer, mas na verdade isso só aconteceria antes de conhecer estas diferentes culturas.

O que em Portugal poderia parecer algo de facto estranho na Nova Zelândia é algo absolutamente normal: encontrar pessoas descalças na rua a fazer as mais variadas coisas.
É perfeitamente normal encontrar alguém na bomba de gasolina a colocar gasolina no carro descalço, assim como a passear no shopping ou simplesmente a passear o cão ao final do dia. E não é algo exclusivo às crianças. O número de adultos a fazer o mesmo é básicamente o mesmo.

Não que toda a gente o faça (o negócios dos sapatos ainda tem algum futuro por aqui) mas é de facto encarado com a maior naturalidade do mundo. Ao início estranha-se mas depois torna-se algo absolutamente natural. Não me posso dizer totalmente adepto, mas pelo menos nos jardins botânicos ao lado de casa também já o faço (embora aí seja maior o número de pessoas a fazer visto grande parte dos jardins serem coberto por relva).

É fantástico como a nossa maneira de ver o mundo muda à medida que nos cruzamos com estas culturas e as começamos a assimilar. Não só do local onde vivemos mas também com as pessoas que nos cruzamos ao longo deste nosso percurso. Perdemos um pouco da nossa própria cultura (ainda hoje antes das 19h já estávamos prestes a jantar) mas podemos escolher um pouco de cada uma destas culturas da maneira que melhor se encaixa com quem somos. E mesmo assim não deixamos de ser quem fomos.

Curioso ainda é que nas várias obras de Tolkien os hobbits andam descalços e agora o país onde os filmes são filmados acontece exactamente o mesmo. Estes livros parecem escritos aqui, cada vez me dá mais essa sensação.


quarta-feira, abril 10, 2013

Māori e Haka

O "povo original" da Nova Zelândia são os Māori.

Enquanto ando por aqui estou a tentar conhecer um pouco da sua história, e, historicamente não se fica com a melhor impressão deles. Tem todo um historial de guerras entre clãs digna de um filme guerra e conseguiram a aniquilação completa de uma raça, os Moriori, de quem, curiosamente, eles eram descendentes (embora não o soubessem). A violência era tal que o canibalismo chegou a fazer parte do seu historial.

Independentemente de tudo isto tem uma cultura fascinante e cativadora. É interessante saber sempre um pouco mais sobre ela.

Falar sobre os Māori num simples post seria injusto. Neste momento em termos de percentagem na população são num número bastante baixo, mas a sua cultura é sempre presente (incluindo a lingua). Isto é interessante de se ver e acho que é importante, mas acredito que em determinadas coisas são sobre-protegidos.

A face mais visível da sua cultura a nível mundial é o Haka tornado famoso pelo Haka dos All Blacks. Como há imensas falácias no que as pessoas acreditam sobre o Haka, não as vou enumerar aqui todas mas ficam algumas correções: o Haka não é executado só por homens e não é obrigatoriamente um dança de guerra.

Como exemplo disso aqui fica um Haka tradicional:

sexta-feira, abril 05, 2013

Reformas...


Desde muito novo nunca percebi a lógica do sistema de reformas Português.

Fazia-me confusão porque me parecia sempre injusto todos os cenários que via. Isto agravou-se depois de ver, por exemplo, vários políticos a receber várias reformas por poucos anos e reformas vitalícias aos 35. Todos (incluindo eu quando estava descontava em Portugal) tinham a certeza que estão a descontar (sendo obrigatório) com o cenário de nunca vir a receber esse dinheiro no futuro (verdade ou não, não sei...).

Bem, na Nova Zelândia o sistema é diferente. Chama-se Kiwi Saver. E isto é o pouco que já vou percebendo dele, que me parece muito mais justo.
Em primeiro lugar, não é obrigatório. Só desconta quem quer. Basicamente no final do mês as pessoas podem descontar 2 a 6 porcento do seu salário para uma conta especial num banco à sua escolha (desde que o banco seja Kiwi). O incentivo para isto é dado pelo Estado que dá os primeiros 1000$ para esta conta. Depois a empresa empregadora é obrigada a cobrir o valor que o seu funcionário escolher.

Ou seja, se eu escolher descontar 4% do meu salário por mês, o meu empregador é obrigado a também ele colocar um extra de 4% para essa conta.

Este dinheiro só pode ser levantado em condições especiais (por exemplo, no nosso caso, em caso de reforma ou de saída permanente do país). Há algumas outras excepções mas sinceramente ainda não as vi ao detalhe. As pessoas podem sempre saber quanto o seu dinheiro está a render e quanto tem. O sistema só é válido para pessoas com um visto de residência, ou naturais, e sinceramente parece-me muito mais justo e sem probabilidade de situações incompreensíveis.

Como não é obrigatório, há vários incentivos para as pessoas aderirem. Esta música (abaixo) é uma das que passa na rádio nesse sentido... Independentemente disso, parece-me mais justo no final e menos espendioso para o Estado, não será?

terça-feira, abril 02, 2013

Diferenças horárias... De Portugal à Nova Zelândia...

Das coisas curiosas que se aprende a lidar quando se muda de país, e esta já não foi a primeira vez que o fiz, é lidar com as diferenças horárias.

Na infância aprendemos a encarar as horas como algo muito fácil:
Temos uma hora e há outros fusos horários que diferem em X horas. Depois é só perceber o GMT + X que está tudo esclarecido, onde X seria um inteiro de -12  a 12.

Mas a verdade é que não é bem assim:
A semana passada estava com 13 horas de avanço relativamente a Portugal (GMT). Com a troca para horário de Verão em Portugal (e na Europa) passamos a ter apenas 12 horas de avanço (por aqui a hora não mudou).

Assim, durante uma semana, vamos ter 12 horas de avanço. No próximo fim-de-semana a hora também muda aqui, mas entramos em horário de Inverno, logo passamos a ter apenas 11 horas de avanço. No espaço de 2 semanas é possível ter-se três diferenças de horário diferentes para a Europa.

Mas se estas trocas até se compreendem, o que acho mais curioso nesta colecção de diferenças horárias é que as ilhas aqui vizinhas conseguem estar 14 horas no futuro ou seja, mais de 24 horas relativamente a outros pontos. Ainda conseguem ter 11 horas e 30 minutos ou 12 horas e 45 minutos de diferença relativamente à hora do meridiano de Greenwich (o nosso X deixou de ser um inteiro). Vejam só o mapa aqui das ilhas:



Independentemente disto tudo a verdade é que nos adaptamos e nem preciso de pensar quase nada para saber as horas na Europa ou no Brasil (para onde é normal se escrever ou falar). Adaptamos-nos sempre...