sexta-feira, julho 29, 2005

Um dia de cada vez...

Esta foto representa bastante bem o que tenho feito nos últimos tempos:

NADA DE JEITO...

Acabou a época de exames, que foi estranha quanto baste. Normalmente, e desde a mudança de curso, tinha sempre montes de exames para além dos trabalhos . Este semestre tive menos cadeiras (o fantástico número de 4) e apenas 3 tinham exame, mas os trabalhos foram imensos. Conclusão entrei na época de exames ainda a fazer trabalhos (foi quase até ao fim da primeira chamada), mas por outro lado fiz todas as cadeiras com exame na primeira chamada, o que me deixou cá com uma vontade para estudar para as melhorias (OU NÃO)...

Conclusão, as notas de RVA e MNS não foram boas, as melhorias foram tudo menos isso... fora o incrível exame de melhoria de robótica (quem já viu os exames percebe o porquê do incrível), que ainda não recebi a nota, mas para além de na primeira chamada ter corrido bem, ainda devo melhorar.

Nem sempre as cadeiras cadeiras que gostamos mais ao longo do semestre, são aquelas que se tira a melhor nota. Este semestre foi a prova disso.

Tenho agora a fantástica proeza de preencher um mês e dois do meu tempo com coisas úteis para fazer, mas a minha única responsabilidade neste tempo é acabar a nova versão do SIOUP (não vou explicar aos não orfeonistas o que isto faz - o orfeonistas já sabem em parte - , mas acreditam que estão aqui alguns meses de trabalho), a ver se ainda acabo a tempo de ter partes a funcionar antes de partir.

Por hoje só digo isto. Tenho uma vontade de falar sobre as eleições presidenciais, apesar de, como aqueles que me conhecem sabem, DETESTAR política, falar de política ou ouvir falar de política, mas tenho ouvido e lido coisas no jornais que me deixam a pensar se sou eu que estou a completamente fora, ou se alguma vai muito mal pelo nosso país. Fica para outro dia.

terça-feira, julho 26, 2005

Viagens da Minha Vida.


Já conto os dias para a partida para a Holanda. Muito ansiadade, nervosismo mas acima de tudo muita vontade por "conhecer o desconhecido".

Haverá coisa mais extraordinária que conhecer novos mundos?

Está no sangue do nosso povo o "navegar por mares nunca dantes navegados", e sinto vontade disso, embora muitas vezes nos seja complicado.

Já tive algumas experiências de "navegação", sendo estas proporcionadas por uma viagem de INTERRAIL, pelo Orfeão Universitário do Porto e por viagens esporádicas que todos nos lembramos de fazer.
Falando um pouco destas viagens acho que é importante lembrar que antes de partirmos ao desconhecido de outras culturas, devemos nos conhecer a nós próprios. O nosso país tem lugares de sonho e tradições fantásticas. Sair de Portugal sem percorrer o continente e descobrir as nossas ilhas é impordoável. Há aldeias e vilas com montes de mistérios por descobrir e paisagens do mais lindo que há pelo mundo, e por vezes nem valor a isto dámos.


Gerês - Vilarinho da Furna, a aldeia desaparecida

Levada na ilha da Madeira

Conhecer o que somos, mas também o que fomos. O arquipélago de Cabo Verde fala-nos de um passado recente, que nem sempre nos lembrámos. Uma das melhores experiências culturais da minha vida. Um povo fantástico, que embora "rico" de espírito, me pareceu a outros níveis demasiado pobre. Demasiado abandono. Nem se limitem a visitar os pontos turísticos, conheçam as terrinhas, as pessoas. É uma recomendação para este, e para qualquer outro lugar.

Tanque abandonado em Cabo Verde

E depois conhecer... conhecer tudo, com o espírito de aventura e nunca como um "turista de rebanho". Conhecer as grandes capitais, e as pequenas aldeias. Falar com as pessoas, conhecer culturas e opiniões. Ouvir histórias e estórias. Acima de tudo aprender e conviver. Andar de metro com o povo de cada lugar e caminhar nos caminhos despromovidos de turistas.

Paisagem na Áustria, completamente diferente de Portugal

Bed Benthein, uma pequena vila da Alemanha que de conhecido pouco tem, mas de belo tem imenso.

Paris com um sorriso divertido. Porque nem tudo tem de ser sério.

Praça de São Marcos em Veneza à hora de encontro do pombos.

Praga é uma das capitais mais bonitas que visitei. Percorrer a cidade a pé é a melhor forma da a conhecer.

E futuro espero que mais aventuras me traga. Para já o destino é Holanda, Delft. Espero muito mais vir a conhecer nestes 6 meses. De um forma diferente, sem dúvida, mas com a mesma vontade...

quarta-feira, julho 20, 2005

The Most Beautiful Girl in The World.

Hoje deu-me a nostalgia por música antiga, e lá fui ouvir os meus MP3 antiguinhos em modo aleatório. Tudo normal até que tocou a música do Prince, "The Most Beatiful Girl in The World" que me fez parar e pensar (às vezes acontece).

Pode existir esse conceito? Existe alguém que é "A" rapariga mais bonita do mundo?
Claro que sim, não podemos é nos limitar a pensar que temos a verdade absoluta e universal. Ao longo dos tempos certamentos todos já achamos ter esta rapariga ao nosso lado, e quantas vezes mais tarde, depois de a vida nos trocar as voltas, essa rapariga ideal ser na realidade outra? Mas certamente as duas "existiam" ao mesmo tempo (mesmo que não estivessem junto a nós), e continuavamos com a nossa certeza universal que "esta" é a tal.

A resposta completa a isto é simples. A rapariga que cada um de nós acha a mais bonita do mundo é certamente aquela que está ao nosso lado, com quem partilhamos as nossas alegrias e tristezas e nos dá muitas das alegrias. Que nos faz sorrir e connosco sorri, com quem vivemos cada dia da nossa vida e nos dá vontade de viver. E assim eu não hesito um segundo em dizer que eu sim, agora tenho ao meu lado a rapariga mais bonita do mundo.

O futuro apenas às estrelas pertence, mas o presente é nosso. E o meu é com aquela que eu considero ser a minha princesa encantada e a rapariga mais linda do mundo.

Gozem o cada momento com aquela que aquece o vosso coração, e se ainda não a possuem essa disfrutem cada minuto na mesma, porque quando o vosso coração tiver mais de ser aquecido, essa pessoa vai-vos aparecer. Resumindo isto tudo em duas palavras:

Carpe Diem

terça-feira, julho 19, 2005

Expliquem-me...

Nestes dias tenho andado a preparar a viagem para a Holanda (ainda não está tudo confirmado com o alojamento e com o meu plano de estudos final, mas estou confiante que tudo vai correr bem, e vou mesmo lá fazer o semestre), e enquanto estudava qual a forma mais barata de viajar para lá deparei-me com esta verdadeira jóia que a TAP nos propõe:

Se uma pessoa for comprar um bilhete de ida (1 de Setembro) e volta (21 de Dezembro) para fazer a viagem Porto - Amesterdão na tarifa mais económica o preço total (com as taxas todas, e tudo incluído) é de 222,81 euros.

Agora uma pessoa que queira apenas fazer uma viagem só de ida, exactamente no mesmo vôo, à mesma hora e na mesma tarifa paga um total de... 338,95 euros.


Agora expliquem-me, como é que eu fazendo duas viagens sendo uma delas exactamente no mesmo vôo, pode sair mais barato que que fazer só uma?

Será que a TAP está a tentar oprimir esse sentimento tão português e para evitar que as pessoas sintam saudades daqueles que estão a viajar, obriguem as pessoas a tratar de planear a sua volta, mesmo que para isso percam dinheiro?

A mim ultrapassa-me... EXPLIQUEM-ME por favor outra lógica para isto...
Amanhã vou continuar a minha pesquisa pelo bilhete que até quarta-feira (pelo meu plano) tem de ser comprado.

Entretanto também amanhã vou fazer a minha primeira melhoria de uma série de três, do exame mais anedótico que tive até hoje: Robótica - as perguntas do último exame chegaram ao extremo de perguntar onde tinha sido e a data das provas de robótica em Portugal. Acho que vou mais ao exame para me rir do que para melhorar, mas pronto, preciso me entreter, e pode ser que melhor um bocado, ou não...

sexta-feira, julho 15, 2005

Porquê?

Faz agora mais de uma semana que foram os atentados de Londres, nos quais houve aparentemente mais de 50 mortos, e hoje registaram-se minutos de silêncio por vários sitios.

Nos últimos dias tenho visto "nicks" de amigos e colegas no messenger a fazer referência com crítica aos atentados de Londres e a anteriores de igual mediatismo (Madrid e 11 de Setembro), e sinceramente... não entendo.

Porquê é que nos dizem tanto estes ataques? Porque as nossas sociedades são similares e o mesmo nos pode acontecer a nós, ou porque de facto nos sensibiliza? Ou ainda porque são "media" que nos dizem o que nós sentimos?

Infelizmento acredito que seja porque temos medo que nos aconteça a nós e porque os "media" assim nos dizem. Senão vejamos, ainda há dias morreram mais de 30 crianças no Iraque num atentado. Ainda ouço falar de Londres (estou neste momento a ver CNN e está a falar nisso) mas nisso falou-se dia e meio com sorte. Todos os dias milhares de crianças morrem em África, há atentandos em paises que não nos são próximos (a Turquia tem sido rica nisso) e sabe-se lá quantas coisas mais horríveis acontecem, mas nós cá continuamos a falar da meia centena de Londres.
Não que eu não dê valor a cada uma destas vidas, acredito que cada uma delas teria um valor incalculável para alguém. Para alguém elas seria o mundo, mas porque é que ainda falamos nós delas?

Isto leva-me aos "media"... São eles que controlam tudo? Porque tudo o que sabemos é o que eles nos dizem. Dizemo-nos informados, mas só sabemos o que eles querem, influenciados pela nossa própria sociedade.

Porque tenho de me sentir triste porque eles me dizem? Desculpem, mas não me sinto...

Posso me sentir envergonhado por atentados como este em Londres acontecerem dentro da minha "raça", mas sinto-me igualmente envergonhado quando vejo guerras desnecessários que levam a muitos mais mortos (há muito, muito mais de 50 civis que pareceram por exemplo na invasão do Iraque. O que tinham elas a menos que as pessoas de Londres?), políticos que dizem o que o pobre tem de poupar e continua a meter o seu (ou muitos seus) ao bolso, ou quando simplesmente vejo pessoas com responsabilidades ligadas ao futebol incentivarem violência nos estádios ao fazer provoções que dão motivos aos adeptos para se espancarem uns aos outros.

Certamente no futuro (se continuar a escrever) vou ter oportunidade de escrever mais sobre atentados, pois caso não tenham reparado, eles vão ser a guerra do futuro próximo. Não vai haver campos de batalha, apenas "vinganças" contra "vinganças". Se as coisas não mudarem muito acredito que Roma é a senhora que se segue, contra as opiniões de que será Lisboa (somos pequenos demais, para atrair os "media" mundiais). Espero me enganar e que não haja mais nenhum ataque, mas não acredito nisto.

E foi a minha reflexão mais profunda até hoje no meu blog. Também tenho direito a isto às vezes.

quinta-feira, julho 14, 2005

Final Countdown.

Finalmente já sei as notas de todas as cadeiras (ou quase todas, pois o trabalho de MNS ainda não saiu a nota do trabalho e LGP falta a nota individual). No trabalho de LGP a "CodeStorm Fine Solutions", o meu grupo na cadeira, teve a nota mais alta: um exemplar 90%.

Quanto a RVA a cadeira ficou feita, o que faz diminuir a conta de cadeiras que me faltam para concluir o curso para 3. No recurso vou tentar fazer melhoria a tudo (deste semestre, claro).

terça-feira, julho 12, 2005

Um dia a olhar do céu...

Mais um dia à espera de notas, mas já vi que nem quando os professores se propõe a lançar uma nota numa data a lançam. Continuo à espera de notas a duas cadeira (RVA E LGP).

Entretanto e apesar de achar que ainda vou ter de voltar a estudar ao exame de RVA (aquilo correu mesmo mal) andei a investigar um programa que me sugeriram. O nome é Google Earth, e o que posso dizer é que adorei. Andei a procurar à lupa todos os lugares por onde andei a fazer interrail (ahh, memórias) e a ver a detalhe a minha casa no Porto, a casa dos meus avós onde cresci (e a qual será sempre a minha casa, no coração) e a faculdade onde ainda estudo, e espero já pouco mais ter de ir lá fazer...

Ficam aqui algumas amostras do que se consegue fazer com ele.
(nota: ainda se consegue fazer mais zoom do que aquele nestes "screenshots")

Rua do Amial, Porto

S. Cristovão do Muro, Trofa

Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

segunda-feira, julho 11, 2005

O "Dilema" e o "Até Breve".

Tive hoje (já passa da meia noite, por isso é mesmo ontem) aquela que pode muito bem ser a minha última actuação de Pauliteiros em 8 meses, naquela que foi a minha primeira actuação com o meu fato todo novo (Agora é branquinho. Já tinha actuado com muitas das peças novas do fato, mas nunca completo), num espectáculo completo do orfeão.

Foram uns bons momentos a desidratar no salão paroquial do Carvalhido, depois de ter estado quinta e sexta-feira em Miranda do Douro no "VIII Festibal de Pauliteiros" - sim, é mesmo festibal, não fosse estar escrito em Mirandês.

Quanto aos outros dos grupos do orfeão o coro ainda devo ter mais uma actuação e para todos os outros também devem ter sido a última actuação (em 8 meses espero eu).

Para os outros orfeonistas o destino agora deve ser o Brasil, para mim se tudo correr bem será a Holanda. Uma decisão complicada: 3 semanas no Brasil "quase" de graça ou 6 meses no Holanda. A opção foi a segunda:

ALEA JACTA EST