quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Debaixo de fogo...

O ano passado o Dia dos Namorados deu-nos um terramoto na cidade... este ano trouxe um incêndio de proporções enormes que ainda dura e já atingiu a cidade em si e diversas casas.

Apesar de nas notícias locais estar a ser enorme não sabemos se está a chegar lá fora (estou a escrever isto no telefone porque também estou sem net) por isso começo por dizer que dificilmente vai atingir a área que moramos (se acontecesse neste incêndio toda a cidade ardia pois estamos no lado oposto ao do fogo) e por isso não somos afectados directamente mas já tivemos amigos efectivamente evacuados das suas casas e outros, que nem há um mês estávamos na casa deles, com o terreno todo queimado (a casa escapou por sorte). Ainda temos vários outros que embora não tenham sido evacuados estão preparados para tal acontecer. Note-se que as colinas (que é o que está a arder) são uma das principais partes da cidade (e uma das minha favoritas como já escrevi aqui dezenas de vezes).

Esperamos que amanhã tudo esteja resolvido mas para muito gente vai ser uma longa noite.

Visto os fogos não serem normais o país não tem os mesmo meios para combater de outros países (incluindo Portugal) e por isso algo que começou muito pequeno tornou proporções gigantes.

Abaixo algumas notícias dos jornais, uma foto do meu escritório e uma foto que alguém tirou ao sobrevoar a cidade a avião...

E assim continua a nossa cidade com as suas desventuras... que sabe reagir a este momento e já tem uma página do Facebook com centenas de pessoas a oferecer casa a quem tenha sido evacuado, incluido se podem levar animais domésticos ou cavalos.

Notícias há uma hora atrás
(o número de casas destruídas se preveja agora que seja menor, sem muitas certezas)

Foto que tirei hoje ao sair do escritório da minha empresa.
Vista aérea sobre a cidade. (fonte: twitter)

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Longe de tudo...

Às vezes é preciso estar longe de tudo e todos para se aproveitar a natureza...

Este fim-de-semana na Nova Zelândia teve três dias por isso foi a altura de re-visitar um lugar, que já não íamos desde que a Sofia nasceu, para acampar longe de todos os luxos que estamos habituados e dar essa experiência aos mais novos.

Sem internet, sem rede de telefone, sem electricidade, sem água canalizada... sem nada a não ser natureza por muitos quilómetros...
Como não há cidades, vilas ou sequer aldeias perto, a noite só tem a luz da lua e das estrelas. E estas não parecem ter fim quando se olha no meio da escuridão. E é nestas alturas que realmente se sonha.

A única companhia à noite era outras raras (2 ou 3) tendas de pessoas a acampar perto do lago que também nos dava apoio.

Claro que os nossos carros traziam o essencial para estes dias e mais alguns, em particular muita água e diversas utensílios para o caso de "eventualidades" (que viver numa ilha que gosta de desastres naturais podem sempre providenciar).

E para além de voltar a alguns trilhos conhecidos de 4x4 ainda fomos conhecer alguns trilhos novos de caminhadas, desta vez com companhia.

Como pontos baixos (é sempre bom incluir isto para se perceberem os desafios): as sandflies (tipo um mosquito com uma picadela super chata porque não passa durante semanas - quase escapava sem picadelas -íamos prevenidos - mas ainda apanhei uma quando estava a trocar de calças durante a caminhada e não tinha ainda posto repelente, numa fração de segundo) e a ventania durante a segunda noite que era tão forte que, pelo barulho, parecia que a tenda levantava voo... o maior problema era mesmo esse, o barulho, que não deixava dormir sempre e nos acordou umas quantas vezes (já a Sofia, esse dormiu perfeitamente).

Lake Tennyson (o destino), visto de cima, durante a caminhada .
Várias horas de carro pelo meio de vales para chegar ao destino... 
Uns quantos portões que se tem de abrir...
Alguns com aloquetes e códigos, mas tínhamos feito o trabalho de casa e tínhamos como os abrir (sem ser à força)
Algum terreno mais duro para o carro...

Depois foi a hora de parar e, literalmente, montar a tenda...

À beira do lago...

Longe de tudo e todos...

Hora de jantar da primeira noite... 

O pôr-do-sol...

Com uma vista privilegiada da janela...

Deixar tudo escurecer...

...até ficar só a luz da Lua (que se vê refletida na tenda) e as estrelas...
(se se aumentar a foto dá para ver as estrelas cadentes)

Dia seguinte: caminhada onde é preciso passar alguns rios...

À volta do lago....
E com paisagens diferentes...
Com a nossa pequena simplesmente a ADORAR cada momento da viagem... sem excepção...

Com a ressalva que apesar de longe do mundo, como viajamos com os pequenos tivemos alguns cuidados extra (dos muitos que já é normal termos) e estávamos equipados entre outras coisas: rádio de longa distância com ligação aos serviços de emergência, da ilha (NA FOTO),  extintores, kits de primeiros socorros, comida e água para vários dias e mais umas quantas coisas...

Com o regresso à civilização, e à leitura das notícias, o mundo continua tão maluco como estava antes... ao menos o Porto ganhou (com uma grande defesa do Casillas)