segunda-feira, julho 27, 2015

Aproveitar os momentos...

Apesar de estarem a ser dias fantásticos em Portugal tem sido uma altura de escrever pouco no blog porque grande parte do tempo é passado com amigos e em momentos especiais que ficam sobretudo para nós.

Sim, Portugal dá-nos momentos fantásticos e tem locais que não são possíveis descrever mas para já o tempo é pouco e por isso só o farei depois. Temos que aproveitar ao máximo.
Já estivemos com alguns amigos mas ainda faltam alguns e a família continua com a maior fatia de tempo.

Como aperitivo, já que as temperaturas tem estado muito agradáveis, fica aqui um dos momentos da Sofia a passear pela praia e o pôr do sol fantástico de ontem... a ver o Rio Minho a correr até ao Oceano Atlântico...



quarta-feira, julho 22, 2015

Parece que foi ontem...

"Parece que foi ontem a última vez que percorremos as ruas do Porto e de Portugal"... mas não foi.

Neste últimos dias dedicamos o nosso tempo principalmente a estar com a família e a percorrer alguns dos locais que fazem de nós um pouco do que somos.

Já passaram mais de dois anos desde a última visita que fizemos a Portugal e tudo nos parece tão familiar como se tivéssemos estado aqui ontem. É uma sensação inexplicável e por vezes custa acreditar que passou tanto tempo. Nunca sabemos o que esperar e há um misto de sentimentos, desde o momento em que os cães nos reconhecessem mal o carro começa a estacionar e saltam como se ainda na semana passado os tivéssemos levado a passear nas margens do rio Minho até o caminhar pela Ponte D. Luís e ver os miúdos da Ribeira, que já não são os mesmo, saltarem para o rio Douro.

Mas na realidade tudo mudou, até nós mudamos.
Neste dois anos amigos casaram-se, amigos divorciaram-se, amigos casaram-se e divorciaram. Outros começaram novas relações enquanto anteriores acabaram. Amigos tiveram bebés, uns pela primeira vez outros pela segunda e até gémeos nasceram. Bons amigos deixaram-nos para sempre e outros simplesmente deixaram o país ficando mais complicado nos encontrarmos nestas raras visitas.

Olhamos para a cidade e para a nossa vida anterior aqui com um olhar diferente. Quando se está tanto tempo fora de um local que amamos há toda uma visão romântica do que esperamos ver. Lembramos-nos de tudo que era bom e que nos fazia amar esse local e esquecemos-nos de tudo que não era tão bom. O que não era tão bom esquecemos e acreditamos que era como em todos os lugares que tivemos durante o tempo de ausência e sente-se um pouco de desilusão nesse momento.

Todos os locais tem coisas boas e todos tem coisas menos e o facto de conhecer meio mundo faz-nos ser capaz de ver o melhor e pior em cada sítio:
- Gosto da autenticidade das pessoas do norte de Portugal, principalmente do Porto, e da simpatia das pessoas da Nova Zelândia, sempre com um sorriso para um estranho.
- Não gosto da construção das casas da Nova Zelândia mas gosto ainda menos de ver tantas casas abandonadas no Porto.

Coisas que no passado não me incomodavam tanto, pois não conhecia tão de perto outras realidades, agora incomodam-me muito mais, como por exemplo os Portugueses a conduzir na estrada, principalmente no que toca ao "chico espertismo" ou ver as ruas sujas. Apesar de também já ter conhecido outras realidades piores noutros países habituei-me a viver sem elas e agora custa muito mais sentir isso.

Gostava de poder escolher o melhor destes meus dois mundos mas não posso e por isso escolhemos aquele que para já mais nos consegue oferecer um futuro.

Enquanto visitava Singapura perguntaram-me várias vezes de onde era e tive dificuldade em responder à pergunta. A resposta com que melhor me identifiquei foi: "Sou originalmente de Portugal mas agora da Nova Zelândia". Vivo um misto diversas culturas dentro de mim por isso não podia dizer que sou de Portugal quando, nesse altura, não tinha sequer visitado o país nos últimos dois anos, mas por outro lado não sou da Nova Zelândia, dos Países Baixos ou de outro local porque não é isso que sou por dentro.

Cada vez sinto que sou menos "daqui" ou "dali". Sou de todos os locais por onde já vive e dos locais das pessoas com quem interagimos. Cada vez mais sinto que somos do mundo... mas nunca esquecerei que nasci e cresci no Porto e vou carregar isso com prazer para onde quer que o destino me leve a seguir...



segunda-feira, julho 13, 2015

Um dia de Singapura...


Se tivesse de escolher umas das minhas fotos deste segundo dia de férias para representar Singapura, seria esta primeira.

Mas este é um blog dos nossos momentos. E Singapura não é mais que um primeiro porto de paragem para nós (pelo menos nesta viagem).
Depois de no mês passado ter escrito mais do que em qualquer um dos últimos meses anteriores, este mês tem sido de relaxe até ao regresso à Europa para visitar família e amigos.

E se viver muito longe é uma desvantagem, temos sempre a desculpa de parar pelo caminho e visitar outro país.

Uma partida da Nova Zelândia com temperaturas de -4ºC na cidade fez com que um destino quente soubesse ainda melhor. Mas pelo menos o frio proporcionou uma última vista fantástica sobre a nossa ilha.


E se na Nova Zelândia estava frio, Singapura é uma cidade bem quente (é meia noite e estão 29ºC).
Ainda só tivemos o dia UM desta visita, mas nem sempre escrevo sobre todos os dias de viagem, por isso posso adiantar que gostei mais do que estava à originalmente à espera.
Uma cidade muito muito limpa e com um muito bom equilibro entre o antigo e o muito moderno. E com muita comida boa.

Para nós foi um dia de mochila Sofia às costas, para quem tudo à volta era novidade, e por isso não podia perder um segundo a resmungar ou chorar, andando por isso bem disposta até ao exaustão e só adormecer porque não podia mais (directo do super atenta a tudo para o dormir).

Entre templos, hotéis e jardins, os pontos altos ficaram na Chinatown, Little India e no Gardens By the Bay (onde a Sofia descobriu que havia todo um mundo para correr). Ainda deu para ver aquela piscina no topo do Marina Sands Bay que aparece em tudo quanto é fotos de piscinas fantásticas, mas não ficamos particularmente impressionados, embora as vistas fossem muito boas (e não, não fomos mesmo à piscina, limitamos-nos a vê-la lá no alto).

Como nota especial do dia... se recebêssemos um $ por cada pessoa que diz adeus à Sofia, fazem-lhe festas na cara, tiram fotos, vem falar connosco por causa dela, se metem com ela ou apontam para ela e a chamar a atenção de outra pessoa, tínhamos estas férias pagas. É UM EXAGERO... mas ela adora a atenção e devolve os acenos e ri de volta para (quase) todos, a não ser quando se aproximem dela sem estar no colo (ou costas) dos pais, aí é "já não há cá novos amigos" e fica a olhar séria para elas sem sorriso.










p.s.: como nota especial, este primeiro dia de uma grande viagem com a Sofia continua-nos a mostrar que é possível viajar com uma bebé (pelo menos com ela e para nós é). Sim, temos mais paragens e as costas ficam mais cansadas (porque optamos andar com ela às costas). Por exemplo, a Sofia hoje até num templo Hindu dormiu (porque foi onde ela adormeceu), e nesse momento tivemos uma paragem de 1 hora (o tempo que dormiu) no nosso dia para ela relaxar, mas até só bons momentos (acho que nunca ficaria uma hora a observar tudo que se passa num templo Hindu como o fazemos quando estivemos sentados à espera, por exemplo).