domingo, abril 26, 2015

Let it go...

Este mês está a ser aquele em que escrevi menos no blog dos últimos três anos.
Não que não houvesse novidades, desde um terramoto de magnitude 6,4 que fez o prédio da empresa onde trabalho ficar a baloiçar como um barco quase um minuto, passando pelos vários desafios de ter uma menina de quase um ano, até uma despedida de uma Portuguesa que deixou a Nova Zelândia para uma aventura em Maiorca.

A razão desta escassez de notícias teve no facto de termos trocado de casa e os últimos fins de semanas terem sido para tratar de tudo relativo à troca desde a mudança em si até todas as burocracias. Depois, o facto de ainda não termos Internet propriamente dita (estou a escrever este post só com o pensamento) faz adiar ainda mais cada post.

Esta é a minha oitava casa em dez anos, isto por três países diferentes.
Agora o que custa nesta altura mudar de casa? - Quase nada...
Mudar de casa muitas vezes custa pelo valor afectivo, mas depois de se começar a mudar começamos a perceber o que realmente interessa e nos faz ter receio de abandonar são as coisas que mudam connosco, principalmente QUEM muda connosco.

Vivemos os primeiros dois meses na Nova Zelândia com o que tínhamos em duas malas (cada) e com o que compramos cá. E se por vezes faz falta isto ou aquilo, sabemos que conseguimos viver sem a maior parte das coisas que nos parecem essenciais.

Curioso que com tantas trocas descobrimos coisas que achamos "essenciais" sem as quais tínhamos vivido o resto da vida. E temos aquelas que sentimos falta.
Viver em vários países dá-nos a lição de aprender a perder aquelas pequenas coisas sem que isso nos afecte. Aprendemos que há sempre batalhas perdidas e batalhas ganhas em todas as guerras. E é mesmo assim.

Como exemplos, na primeira mudança de casa para os Países Baixos aprendi a viver sem persianas. Mal eu sabia que isto viria a ser a norma na minha vida. Aqui ainda menos normal são (tentar explicar o conceito de persianas automáticas então nem se fala).  No reverso da moeda, vivi quase toda a vida sem um "waste disposal". Depois de nos últimos 3 anos ter tido um em todas as casas, agora ao vir de novo para uma casa sem isso faz-me confusão. Até a recolha do lixo na rua pode ser um desafio (tenho uma história fantásticas sobre isto, mas fica para outro post)

O problema das trocas de casa, desde que se esteja a trocar para melhor (que felizmente sempre foi o caso ao longo da nossa vida), é aquele UM dia da troca. Fica-se exausto, sem vontade de nos mudarmos por anos. A morrer...

Um dos maiores erros que acho que se comete depois de uma mudança é deixar as coisas em caixotes. Já o fizemos no passado e dá uma sensação de temporário, que não se está a viver ali (e isto muitas vezes demora meses ou anos). Desta vez, uma semana depois já temos uma casa completamente arrumada (falta acabar de esvaziar apenas dois caixotes na garagem (entenda-se que a garagem durante os primeiros dias estava completamente cheia de caixas, caixinhas e caixotes).

Para mim a "coragem" não está no mudar, o problema é que está no ficar parado.
O risco de ficar parado é maior a longo prazo a não ser que já se esteja no pico de alegria e conforto máximo de cada um (e se for esse o caso sou eu que admiro tais situações).

Cada vez mais, para mim, mudar passa pela frase do filme "Frozen" da Disney. É preciso mudar algo? LET IT GO... e vamos para um novo percurso.

Como explicação final: a nossa localização da casa anterior era fantástica, mas a casa não era "baby friendly". Como a Sofia é a nossa prioridade, resolvemos a troca por uma "town house" com um pequeno pátio e jardim para ela brincar (e bem preparada para o Inverno).

E agora por mais uns anos não trocamos de casa. Ou isso ou trocamos daqui a um ano, afinal nunca sabemos o que nos reserva o futuro...


segunda-feira, abril 06, 2015

Lees Valley Road

Com um fim de semana de quatro dias tinha de escrever qualquer coisa...

O Lees Valley fica a cerca de uma hora de Christchurch. As vistas ao longo deste percurso de mais de duas horas (apesar de ter lido que seria cerca de hora e meia) são típicas da Nova Zelândia: muitas ovelhas, muitas vacas e muitas montanhas mas sempre interessante. Porém é um percurso que só dá para fazer de 4x4, não por ser muito complicado, longe disso, mas alguns obstáculos não dão para passar com um carro normal (ver vídeo).

Ficam umas fotos e um vídeo do passeio de Domingo.





Video de um dos obstáculos do dia...

domingo, abril 05, 2015

Leite em pó para bebés...

Já escrevi aqui há algum tempo que o leite (e todos os seus derivados) são essenciais para a economia da Nova Zelândia.

Há cerca de um mês tivemos mais um notícia que podia relacionada com o leite que podia afectar este negócio que rapidamente se tornou uma notícia internacional ao ponto de passar nos noticiários Portugueses: Telejornal da RTP

Resumidamente uns "maluquinhos" resolveram ameaçar envenenar leite em pó infantil no país do mundo que deve prestar mais atenção a problemas com o leite... e aí foi (e continua a ser) o caos:

No mesmo dia o leite em pó infantil foi retirado de todos as prateleiras dos super mercados (e inspecionado).

Noutro país qualquer (vá, pelo menos em Portugal), depois de inspecionado, voltava tudo ao normal. Aqui foi precisamente o contrário. Em muitos supermercados o leite nunca voltou às prateleiras tendo de que se pedir a funcionários para o poder comprar.
Noutros, como o New World na foto, tem diversos avisos há entrada e há um segurança na zona do leite, o dia todo, non-stop, só a olhar para o leite. Existe uma marca no chão à volta da prateleira do leite em pó. Se alguém se aproxima da linha o segurança vai até ao lado ver todos os movimentos de quem se atrever cruzar a linha.


Como neste momento estamos a comprar leite em pó infantil pela primeira vez, e temos de fazer diversas escolhas, posso dizer que a escolha se tornou tão intimidatória que optamos por comprar no supermercado via internet.
Acreditamos que fosse menos problemática mas quando fizeram a entrega em casa, antes de entregarem qualquer outra coisa, entregaram o leite, pediram para confirmar que o selo estava intacto e pediram para assinar um papel a dizer isso mesmo. A acompanhar estava um papel escrito e assinado a dizer que no momento da saída do supermercado o selo estava intacto.


Moral da história... ninguém se meta com o leite da Nova Zelândia...