domingo, março 29, 2015

Cricket... a emoção...


Por várias vezes já manifestei aqui o meu desinteresse pelo Cricket e a minha falta de compreensão perante este desporto mas não posso deixar de manifestar aqui, hoje, a minha emoção perante o jogo desta tarde (NZT).

A Nova Zelândia vai disputar uma final do mundial de cricket pela PRIMEIRA VEZ na sua história. E a final tinha de ser contra os rivais de sempre: a Austrália. A acrescentar a isto, este ano o mundial foi organizado justamente pela Austrália e pela Nova Zelândia, os dois países finalistas.

A Nova Zelândia, apesar de invicta neste torneio, parte em desvantagem pois a Austrália é a super favorita e vai jogar a final em casa, Melbourne, no fantástico Melbourne Cricket Ground, um dos maiores estádios do mundo.

E, tal como nas meias finais, lá vou eu acompanhar o jogo sem perceber realmente quem está à frente, mas quando se tem o país que apoiamos (e nos acolhe) numa final de um torneio como estes não consigo deixar de ser contagiado com toda a emoção do evento. É que até o Google não nos consegue deixar de esquecer isto com mais um dos seus doodles (exclusivo para a Austrália e Nova Zelândia).

Força Black Caps!!!
(Black Caps é nome da equipa de nacional de Cricket, assim como os All Blacks são a equipa nacional de rugby)


*** ACTUALIZAÇÃO ***

A Nova Zelândia perdeu a final para a Austrália. Foi o primeiro jogo de cricket que vi todo (leia-se fui vendo do princípio ao fim). Pelo menos o facto da Nova Zelândia ter chegado à final fez com que aprendesse as regras. Ainda está longe de ser dos desportos que mais me fascina mas posso dizer que já percebo regras suficientes para acompanhar um jogo e saber o que está a acontecer.

sexta-feira, março 27, 2015

A última foto...

Já lá vão perto de dois anos desde a última vez que fomos a Portugal...
Foi a nossa última oportunidade para estar presencialmente com amigos e família (só os nossos pais e dois amigos cá vieram visitar depois disso).

Esta foi a última foto que tiramos na ida a Portugal...


Uns dias antes, já tínhamos estado uma tarde toda na Ribeira (Porto) a pôr a conversa em dia com o Luis Miguel, que está na foto connosco. Mas na noite de S. João voltamos a nos encontrar e, como temos amigos comuns no Brasil, tiramos esta foto para lhes dizer qualquer coisa como: "nós estamos aqui juntos mas faltam vocês aqui".

Sempre acreditamos que o Luis Miguel nos viesse visitar na Nova Zelândia na mesma altura que esses amigos (na nossa curta lista de pessoas que realmente acreditamos que nos virá fazer esta visita).

Hoje escrevo porque o Luis Miguel que tantas vezes lia este blog e o comentava não vai ter oportunidade de comentar este post.

Escritor com fama internacional, o Luis Miguel Rocha deixou-nos ontem.

Ficam as boas recordações de um amigo que nunca deixou de falar connosco apesar da distância e a memória da primeira vez que percebemos o quão famoso era como escritor já depois de o conhecermos há algum tempo (ao vê-lo na TV a dar uma entrevista).

É mais um adeus de um amigo...

(e num espaço tão curto de tempo é a segunda vez que escrevo notícias tristes...)

terça-feira, março 17, 2015

Caminhadas nos Alpes...

À medida que a Sofia cresce aos poucos vamos introduzindo a natureza na sua natureza...

Ainda sem grandes aventuras, porque o pai também tem de estar em forma para carregar uma mochila bem mais pesada, fomos explorar a Craigieburn Forest, no meio das montanhas (já que o tempo na cidade não era o melhor e nas montanhas estava um lindo dia de sol).

Christchurch fica a cerca de uma hora e vinte minutes dos Alpes dos Sul, o que nos dá um enorme leque de actividades que é possível fazer num qualquer sábado ou domingo sem enormes planos antecipados.

Um saldo muito positivo de um dia que começou com um picnic no meio da floresta e, depois de 30 minutos de caminhada, o resto do percurso foi com a pequena a dormir nas minhas costas... Ficam as fotos da paisagem...







Fica aqui localização deste local...

Já temos teatro...

Já temos teatro na cidade...
Sei que para qualquer Português ter um teatro assim não é novidade, mas quando se viu o teatro quase totalmente no chão (quando chegamos), ver o teatro assim aberto (e bonito) é um sentimento bom.

Note-se que a cúpula foi retirada do edifício anterior, guardada, e recolocada quando o teatro foi reconstruído. A fachada da frente ficou em pé durante a reconstrução (segura por contentores). Como sempre, ficam as fotos...







segunda-feira, março 16, 2015

Te Matatini 2015

Viver na Nova Zelândia pressupõe conviver com a cultura Maori.

Para mim é complicado ter uma posição isenta sobre a sua cultura pois há coisas que admiro mas há outras que nem por isso (incluindo os benefícios que tem na sociedade). Gosto de estudar a história dos povos e estudar a história Maori é dar de caras com algumas histórias marcantes que não fascinam pela positiva.

Mas se há coisas que desgosto na sua cultura a sua arte é para mim fascinante. Desde as pinturas e tatuagens a passar pelas estátuas, danças e músicas é algo que não me canso de ver.

Aproveitando o facto de uns dos maiores festivais Maoris ser este ano realizado aqui na cidade, ao lado de nossa casa, fomos assistir ao vivo (para além de ver um pouco na TV).
É uma espécie de festival de tunas... assim como que um festival de tribos. Todas apresentam o seu repertório que inclui diversas tipos de música diferente e um haka (acredito que para os experts seja mais fácil notar as diferenças, desde os trajes aos passos das danças, mas para nós eram semelhantes, embora todos fascinantes). No final o júri decide quem foi a melhor.

Teve a duração de 4 dias e tudo quanto era local para se dormir na cidade esgotou.

Para nós foi uma experiência boa por um dia e não me arrependo por um segundo de ter ido. Recomendo a quem nunca foi, mas tendo em conta o preço e o facto de ser muito parecido de grupo para grupo (aos nossos olhos) não devemos repetir. Não podia deixar as fotos do nosso dia, que também serviu de introdução à Sofia de outras culturas (na realidade o que ela mais lida é com outras culturas no seu dia a dia) e também um vídeo da tribo vencedora. Para aqueles que só conhecem o haka, o haka deles começa ao minuto 20. É o mais próximo que consigo encontrar do que é o verdadeiro haka (ao contrário do que muitos pensam ser aquele dos jogos de rugby).