quinta-feira, janeiro 29, 2015

Desporto... quer dizer...

Bem... há posts que nem sei como escrever. Um misto de só me apetecer dizer mal mas ao mesmo tempo tentar respeitar o gosto dos outros. Este é um desses.

Não é todos os dias que se vive em frente ao "estádio" do jogo de abertura do campeonato do mundo de um desporto que faz vibrar milhões. É o principal desporto do segundo país com maior população do mundo, a Índia,  e um desporto super importante e muitos outros países mas... o cricket é o desporto mais "nhanha" que consigo imaginar.

Talvez desconheça totalmente as regras e a ideia de que um jogo pode demorar várias dias (de seca) ainda menos me fascine mas não consigo ter entusiasmo apesar de viver em frente (literalmente, dá para ver da janela) ao estádio do jogo de abertura do Campeonato do Mundo de Cricket de 2015.
Ahh... sim um jogo demora várias horas e pode demorar dias... DIAS!!!

Da janela de casa e nas caminhadas ao final do dia ou fim-de-semana vejo os vários treinos nos campos no meio do Hagley Park, onde está também o estádio montado para o mundial e ainda não consigo sentir a motivação para ver um jogo até ao fim.

Parece-me um bom convívio de amigos, que de vez em quando dá para dar uma ou outra corrida, e apenas isso. No estádio aqui da cidade (e na maior parte dos jogos por aqui) no espaço à volta (as bancadas só foram mesmo montadas para o mundial) o local onde as pessoas se sentam são pequenas cadeiras que trazem de casa (ver foto). Isto mesmo em jogos oficiais... Também em jogos oficiais as equipas podem jogar com equipamentos da mesma cor porque não faz diferença, mas não deixa de ser estranho ambas as equipas entrarem com a mesma cor.

Enfim, talvez não esteja a ser simpático com um desporto fantástico, mas muito sinceramente: NÃO GOSTO.

Independentemente disso, a cidade está pronto para receber o mundial e vai ser bom ver o ambiente de festa que já vivi noutros desportos (leia-se futebol) e sabe bem ver Christchurch receber o jogo de abertura quando o mundial é organizado pela Austrália e Nova Zelândia.






sexta-feira, janeiro 23, 2015

A vida não pára...

Faz hoje exactamente um ano tivemos um jantar num restaurante Japonês com amigos e outras pessoas que conhecemos aqui na Nova Zelândia. Éramos 11 pessoas à volta de uma daquelas mesas japonesas onde se cozinha em frente aos clientes. Foi uma experiência diferente pois podemos sempre experimentar coisas novas de comer e ao mesmo tempo conhecer melhor algumas pessoas.

Passou um ano, e hoje duas das pessoas que se sentaram à mesa nesse dia já partiram e não estão mais connosco.
Ironicamente, nesse mesmo dia já havia dois novos projectos de vida entre as pessoas que ali se sentaram e assim dos 11 que nos sentamos naquela mesa, depois de dois nascimentos e dois funerais, o número mantém-se.

A vida tem destes momentos, que nos fazem pensar no quão frágil tudo é mas como ao mesmo tempo o tempo e a vida não param, porque têm de continuar. E também por causa disso mesmo, de entre os que ali se sentaram a festejar aquele dia 23 de Janeiro de 2014, ainda há mais um nascimento por acontecer nos próximos meses.
Como numa amostra tão pequena tanta coisa aconteceu e ainda vai acontecer num período tão curto.

É a frase que mais vezes devo ter escrito até hoje, mas "carpe diem quam minimum credula postero" (Aproveitar o dia, e não se acreditar em amanhãs) parece ser mesmo a única coisa que podemos fazer.

Sorrir e fazer sorrir...
(Smile and Wave Boys... Smile and Wave)


terça-feira, janeiro 20, 2015

Murais da nossa cidade...

Já lá vão vários dias que não escrevo no blog e antes de escrever fiquei a pensar no título da mensagem que queria escrever: "Murais da nossa cidade..."

A última vez que fomos a Portugal já foi há mais de ano e meio. Há um ano que não saímos das ilhas da Nova Zelândia (embora durante este tempo tivemos nas duas ilhas principais e já viajamos imenso). Vivemos e chamamos casa a Christchurch há dois anos e meio.
Foi a cidade que viu nascer a Sofia e isso nunca vai mudar...

Por isso sim, é a "nossa" cidade...

Já escrevi várias vezes aqui, no blog, de como é uma cidade diferente. O terramoto destruiu a cidade mas ao mesmo tempo deu-lhe todo um conjunto de sensações diferentes.

Neste fim de semana fizemos algo que fazemos muitas vezes: fomos dar uma volta a pé até ao centro e ver como tudo mudou nas últimas semanas (note-se que ambos trabalhamos no centro mas durante a semana nunca dá para ver muito).

Gosto mesmo dos murais por toda a cidade. Pinturas no meio da destruição para colmatar os vazios dos prédios que já lá estiveram mas ainda não estão lá. São coisas temporárias mas que fazem toda a diferença.

Antes passamos pelo Buskers, um evento de comédia com saltimbancos de todo o mundo e onde até já tivemos um Português que vão animando sempre o mesmo de Janeiro (este ano no pico do Verão).

Por todo a cidade já se vão vendo também os edifícios restaurados bem como pequenas obras de arte espalhadas um pouco por todo lado para dar outro encanto à cidade.

Em vez de dizer que é uma cidade pequena gosto de chamar Christchurch como uma"aldeia grande". Tem o enorme problema de estar localizada longe da família mas tem um encanto diferente que não sei explicar e por isso deixo aqui umas fotos para tentar mostrar o que temos aqui a todos os que estão longe...

Longe, mas no aconchego desta cidade à beira-mar plantada...








segunda-feira, janeiro 05, 2015

O Sul da Ilha Sul...

Ao longo da última semana deixei aqui mensagens com fotos da viagem que fizemos pelo sul da nossa ilha...

Para perceberem um pouco o que fizemos, fica o mapa da viagem e um video do que é fazer este percurso de mais de 1700km. Ficam também conhecer um pouco mais da Nova Zelândia...
Podia descrever aqui a viagem mas acho que estas imagens são capazes de descrever mais do que qualquer palavra.

Como nota, o objectivo máximo da viagem era ir a Milford Sound mas resolvemos ir pelo caminho mais longo e a parar nas Catlins, aquela que ficou a minha zona favorita nesta ilha até ao momento.




quinta-feira, janeiro 01, 2015

Como começar um ano novo: Milford Sound...

Podemos estar longe de tudo... mas o nosso primeiro dia de 2015 foi em grande.

Fizemos a passagem de ano em Te Anau e depois de falar com a família (mesmo estando em Portugal) fomos para a cama "cedo" para dias de passagem de ano, afinal o primeiro dia do ano ia ser passado no "canto mais remoto" da Nova Zelândia: Milford Sound.

Sendo o "canto mais remoto" também é o menos "tocado" pelo homem, pelo que dos que tem maior beleza natural. Durante as 8 horas de viagem (carro e barco) não há uma única estação de serviço logo temos de ir de depósito de gasolina bem cheio e comida para o que der e vier. A rádio não tem uma única emissora e o telemóvel nem um momento de rede. Ainda levamos as fraldas para a Sofia e brinquedos para a entreter (ela continua a achar-nos muito aborrecidos) e assim partimos os três rumo ao nosso objectivo máximo desta viagem.

Deixo aqui algumas fotos para dar a entender um pouco do que conseguimos ver neste nosso primeiro dia do ano (e acreditem que as fotos não conseguem descrever nem um pouco as paisagens e os locais).

E agora é começar a viagem de regresso... ainda temos dois dias de viagem pela frente, mas fora as duas primeiras horas de amanhã todo o resto do percurso já o fizemos algumas vezes.