sexta-feira, novembro 14, 2014

Canterbury A&P Show

Às vezes é difícil, quase impossível, descrever o que é viver na Nova Zelândia de tão "diferente" algumas coisas são.

Hoje foi um desses dias. Feriado regional de Canterbury, a região onde vivo, e o último dos três dias do Festival Agrícola-Pastoral de Canterbury (Canterbury A&P Show).

Nem sei bem como descrever o festival... uma espécie de Feira Popular com vacas, porcos, ovelhas e todo tipo de animais à mistura. Há de tudo um pouco, desde comida, concertos até provas de cães pastores a levar as ovelhas para um determinada zona ou concurso de beleza de lamas e alpacas.
Claro que isto alternado com os típicos carroceis, insufláveis gigantes ou bancas de comida e "tranquitada". Ainda se vendiam equipamentos para o campo e jardim, tipo corta relvas, tractores ou até mesmo piscinas.

No meio das várias "provas" destacam-se os concurso de tosquia de ovelhas (sim, concurso de tosquia de ovelhas, uma coisa do outro mundo, e com uma assistência bem grande) ou concurso de cortar madeira (serra eléctrica ou machado).

Podem perguntar se este é um evento com muito gente porque a minha resposta é MUITA... mesmo MUITAS PESSOAS. Na Nova Zelândia foi a maior concentração de pessoas que já vimos (o parque de estacionamento tinha carros até se perder de vista) e mesmo noutros países lembro-me de poucos eventos com tanta gente.

Podia tentar descrever aqui em mil palavras mas acho que não era suficiente, por isso deixo um vídeo que filmei da prova de tosquia de ovelhas (concurso de quem tosquia 4 ovelhas no menor tempo) e algumas fotos que fui tirando.


E aqui ficam outros momentos para mais tarde recordar... e aquela batata frita era excelente mesmo...






quarta-feira, novembro 12, 2014

À conversa com o Primeiro Ministro...

Tive vários dias sem escrever e de repente já vou com quatro mensagens...

A razão é simples: têm sido dias com muito para escrever mas sem oportunidade (ou vontade) para tal.

Uma dos momentos "diferentes" na última semana foi uma conversa ocasional com John Key, o Primeiro Ministro da Nova Zelândia, na inauguração do novo escritório da empresa onde trabalho desde que cá cheguei.
Depois de inaugurar o edifício ficou por lá um bocado a ter algumas conversas e a determinada altura dirigiu-se a mim e a um colega e logo após o início da conversa, questionou-nos de onde éramos (como é que ele adivinhou que éramos estrangeiros, pergunto-me).

Podia escrever aqui imenso sobre o quão boa tem sido a experiência na empresa e só não faço porque tento evitar falar de trabalho neste blog mas não posso deixar de considerar estas experiências como especiais e por isso partilho um pouco delas...

Ficam umas poucas fotos do dia...





Tempo louco...

Não percebo o tempo nesta terra...
Na última semana o tempo variou de um calor que não se pode (ao ponto de dormir de janelas abertas) a um frio que só apetece ter os aquecedores todos ligados. (várias vezes intercalado)

Desde um sol que queima até ao granizo do grande... Mas quem me explica isso?
Ao menos alguém se divertiu a ver isto tudo...


Em várias línguas....

Christchurch é uma cidade pequena mas, SEM DÚVIDA, multicultural.

Na semana passada, quando estava em conversa com o Primeiro Ministro daqui (sim, isto é muito à frente, ter conversas com o PM... vou fazer referência a isso noutro post) ele dizia, quando eu e um amigo dissemos as nossas nacionalidades (exóticas!!!), que fazia lembrar as Nações Unidas.

Mas se é normal encontrar-se pessoas na rua de várias nacionalidades, os Asiáticos estão sem dúvida em maioria. Isto é uma realidade tal que este painel informativo está à porta do banco que uso normalmente.


Independente da origem e de por vezes haver choques culturais, agrada-me o ambiente multicultural que o país tem, desde que preserve o seu estilo próprio...

Bolas de Berlim nos antípodas...

Já referi várias vezes, inclusive neste blog, que viver no outro lado do mundo traz vários problemas do nível gastronómico. 

Já superamos com sucesso a tarefa de ter vários pratos que se encontram facilmente em Portugal mas aqui tem que se improvisar muito para conseguir, como foi o exemplo de vários tipos de bacalhau, francesinhas, pasteis de nata, rojões entre outros. Neste momento já conseguimos também fazer o "visto" nas bolas de Berlim. Depois de várias tentativas falhadas final SUCESSO (pelo menos no sabor, e isso é o mais importante). 


Para acrescentar às delícias da sobremesa ainda tivemos, num dia desta semana, pão fresco deixado à porta de casa feito por uns amigos Portugueses. Uma boa lembrança aos tempos de viver na aldeia (que Christchurch não está longe de ser).

domingo, novembro 02, 2014

Residência e 6 meses de alegrias...

Depois de todas as aventuras relatadas aqui no blogue para ter passaportes e vistos finalmente somos residentes por completo da Nova Zelândia.

Até este momento o nosso visto dava-nos a garantia de sermos "cidadãos de outro país a trabalhar temporariamente na Nova Zelândia" (no nosso caso por dois anos e meio).
A partir desta semana somos residentes da Nova Zelândia. Algumas das diferenças incluem, entre outras coisas, o facto de podermos trabalhar por tempo indefinido e em qualquer parte do país, ter educação gratuita, ter direito aos diversos subsídios sociais e votar nas eleições no país.


A única restrição que temos são as condições de viajar para fora do país. Só podemos estar fora 6 meses por cada um dos próximos dois anos. Se cumprirmos essa cláusula o visto passa a ser de residente permanente e ficamos com os direitos quase iguais aos cidadãos Neozelandeses (excepto candidatar a cargos políticos ou fazer prostituição de forma legal - thanks for noticing Ben + Google Translator), ou seja, mesmo que saíamos do país podemos voltar a qualquer altura da nossa vida. Três anos depois desse momento podemos também pedir a cidadania.

A vida faz-se destes pequenos triunfos que por vezes dão muito trabalho (mais do que muitas vezes parece). Outro triunfo para este dia foram os 6 meses que a Sofia fez hoje... Meio ano de muita, muita alegria...