sexta-feira, setembro 26, 2014

Clubes de vídeo...

Por muitas vezes dizemos que viver em Christchurch é como viver em Portugal nos inícios dos anos 90. Com tudo de bom e com tudo de menos bom. (mas com um saldo, para nós, bem positivo)

Para provar isso: Lembram-se dos clubes de vídeo?

Aqui ainda os há e até a Blockbuster (Lembram-se? Aquela que, em Portugal, fechou todas as lojas em 2010) ainda faz negócio.

Gosto do aspecto deste clube no centro da cidade. Até tem a secção de cassetes (foto da direita- é uma "secção museu", lá no alto).


segunda-feira, setembro 22, 2014

Quando uma cidade cai...

Estamos há quase dois anos em Christchurch..

É uma cidade muito diferentes de todas as outras...
Chegamos depois da sua destruição mas viemos por escolha própria, aprendemos a ser felizes nela e aconteça o que acontecer irá sempre ser a cidade que viu nascer a nossa primeira filha e onde partilhamos os seus primeiros sorrisos.

Já escrevi muito sobre ela... já tivemos aqui a família a visitar para a perceber um pouco melhor e até já tivemos amigos. Cada vez mais é a nossa cidade e o local onde temos a nossa felicidade (pelo para já, nunca sabemos o que nos reserva o futuro)...

Hoje fica aqui um vídeo de como a cidade está agora... pode parecer que ainda falta muito para estar uma cidade feita de novo (e falta) mas já é tudo tão diferentes de quando chegamos. E é curioso que já começamos a reconhecer cada um destes locais (no video) como nossos...


domingo, setembro 21, 2014

Montanha acima: A maior aventura de Ski...

Este Sábado foi dia da minha maior aventura de ski até hoje (a maior por cabazada).

A Nova Zelândia apesar de também ter estâncias mais comerciais tem alguns "clubes de ski" que são "locais" para fazer coisas mais "selvagens". Eu tinha uma curiosidade muito grande por estes clubes e já tinha inclusive feito dois (Porters e Cheeseman) para além da estância mais comercial, Mt Hutt.
Já tínhamos ainda ido visitar Broken River, mas nesse dia não esquiamos por falta de equipamento.

Mas a minha maior curiosidade era com Temple Basin, uma estância totalmente diferente das outras. E aqui foi a primeira vez acho que atingi o meu limite (quer pela exaustão física quer pela capacidade técnica para fazer algumas descidas - leia-se saltos). Psicologicamente pelo menos foi uma experiência muito boa e sem incidentes.

Como tenho alguns amigos que gostam de ski, vamos aos pormenores:

O parque de estacionamento de acesso às pistas fica a 1h50m de Christchurch, pelo meio dos Alpes, passando Arthur's Pass. A estrada está em muito bom estado e só apanhamos neve nos últimos 5 minutos de viagem (não chegou a ser preciso colocar correntes).

Uma vez no parque de estacionamento tem que se subir a montanha a pé. Sim, a subida pela montanha é literalmente feita a pé. O percurso é de cerca de uma hora (um pouco menos), mas a minha forma física (que eu achava que estava aceitável tendo em conta que treino basket e squash duas ou três vezes por semana) fez com que passasse a hora e pico (com algumas paragens pelo caminho para respirar).

Para ajudar, desde já, com a descrição ficam algumas das fotos da caminhada (a foto da ponte tem direitos de autor para o meu companheiro de viagem português, NN, mas achei digna para se perceber o percurso na sua parte final). A partida é da parte mais baixa do vale e estas fotos são a meio da subida (falta outro tanto, mais a pique ainda).
 O regresso ao final do dia é feito pelo mesmo caminho (mas aí já se faz bem em 40 minutos)




A vantagem é que pelo menos o equipamento consegue-se mandar num elevador que transporta os bens lá para cima. Ao final de dia manda-se o equipamento para baixo no mesmo elevador.


Uma vez lá em cima esqueçam os teleféricos, cadeiras, T-bar, "saca rabos" ou carpetes.
Há dois meios de transporte entre as "pistas": andar a pé (muito) e, como meio mecânico, cordas com um auxílio do "nut-cracker" (quebra nozes) que dão acesso aos pontos mais altos. Isto é de longe o meio de mecânico mais "hardcore" que já vi em estâncias de neve no mundo (dos países que fiz, claro) mas é bastante comum nestes clubes da Nova Zelândia.


Isto é a foto do "nut-cracker" que usei este fim-de-semana. Esta peça fica presa à nossa cinta e o sistema de puxar acaba por ser similar ao "saca-rabos". Mas como acho que é impossível descrever isto encontrei este vídeo da primeira vez que alguém usou este sistema. Dá para perceber os desafios do mesmo (ver até ao fim para perceber os desafios).


Claro que com tanto "trabalho" a neve na montanha só podia ser fabulosa, a estância de uma beleza extrema e o ambiente único. Os trilhos todos com neve fresca e virgem. Fantástico e indescritível.



Claro que se paga o preço do cansaço e o nível de dificuldade é entre o alto e o muito alto. Não existem pistas marcadas (existem no mapa, mas não no terreno), o que fez que que numa das minhas descidas a coisa não corresse tão bem e fui parar ao uma escarpa (sem hipótese de regresso) para trás. Com um nível muito avançado de ski ou snowboard dá saltar, mas a minha técnica não é ao nível daqueles que fazem esses saltos, por isso a solução (depois de muito refletir) acabou por descer com os skis de lado deitado no terreno. Sem incidentes essa descida mas não menos assustadora por isso.

Para os mais entendidos este foi o local (imagem gentilmente cedida pelo Google Maps). Rochas incluidas. Para os menos entendidos, quando se está de cima, com neve bem alta não dá para escolher qual o melhor local para descer, visto que ao nos aproximarmos a neve começa a escorregar e a inclinação não deixa ver para a frente.


Claro que havia alternativas e a minha ideia não era fazer este "atalho" mas os enganos nos caminhos acontecem e é o preço que, por vezes, se paga por fazer experiências diferentes.

Assim o saldo do dia foi uma canela esfolada (com o fato rasgado nesse sitio) e o cotovelo inchado numa queda numa outra descida (isto durante uma outra descida), muito cansaço das caminhadas (mesmo entre as pistas) mas foi uma experiência extremamente positiva e (de novo) única: com um dia de neve FANTÁSTICO e num local daqueles que se ouve falar mas nunca se vai. E parar no alto da montanha, onde só se vai com MUITO esforço e apreciar a vista (nas fotos acima) não tem descrição possível.
Foi ainda excelente explorar (e atingir) os meus limites com "outro nível" de ski. Como é um nível acima do meu (acho que ainda vou demorar - uma vida - até ter coragem de saltar penhascos) e acho que aquela caminhada inicial só por si era capaz de me matar, provavelmente não regresso a esta estância mas para todos os absolutamente doentes da modalidade e com técnica para isso recomendo vivamente.

Para o ano fica Broken River. É um ambiente similar e com boa exigência técnica mas sem os penhascos (tem, mas é muito mais difícil ir lá parar por acidente) e sem a subida e descida a pé (há um elevador que opera e leva pessoas duas horas por dia).

Acima de tudo, uma recordação para a vida...

terça-feira, setembro 16, 2014

Mudar de local de trabalho no outro lado do mundo...

Vai fazer este mês dois anos que chegamos à Nova Zelândia e assim também são dois anos na mesma empresa.

Por norma não escrevo de "trabalho" porque acho que o que é interessante para mim nesse sentido não será para todos. É daquelas coisas que gosto de manter um equilibrio na vida e ao mesmo tempo manter cada "macaco no seu galho".

Mas esta foi um semana de mudança e por isso abro aqui mais uma excepção e vou falar um pouco da minha nova experiência porque apesar de tudo isto faz parte dos meus momentos.

Não foi um mudança de emprego, mas uma mudança de local de emprego: a empresa trocou de escritórios.
Uma mudança de escritórios pode não fazer muita diferença para muitos, mas no meu dia a dia acaba por ter. O novo escritório, ao contrário do anterior, é mesmo no centro da cidade, do outro lado do parque que fica em frente a nossa casa.

Ou seja agora para me deslocar de manhã demoro 10 minutos de bicicleta pelo meio do jardim ou 25 minutos a pé pelo mesmo caminho. Sem transito ou carros... apenas jardim. Se optar pelo carro demoro menos de 5 minutos (é só dar a volta ao mesmo).
O novo edifício sem dúvida tem muito melhores condições e a minha secretária fica com a vista na foto abaixo. Outra das alterações no novo edifício é que ficamos com almoço pago pela empresa todos os dias (anteriormente era só à Segunda-Feira).

Poderia comparar com todas as minhas experiências anteriores mas não considero que seja justo estas comparações, muito menos comparar a realidade de outros países (como é o caso da Nova Zelândia ou dos Países Baixos) com Portugal. Simplesmente posso dizer que está a ser uma experiência fantástica. Como alguém (ou muito gente) algum dia escreveu: "o tempo passa depressa quando nos estamos a divertir..." e assim já se passaram dois anos.

Ficam algumas fotos dos novos escritórios (onde até a Sofia já lá esteve a apreciar a sala de convívio) e do percurso que agora faço diariamente. Nota especial para o meu piso (note-se que trabalho com mapas) onde os corredores são mapas do Brasil (São Paulo), ou seja, tenho a lingua Portuguesa à minha volta todos os dias mesmo estando do outro lado do mundo (os outros pisos tem outros locais no mundo).






Para os interessados, a empresa está a contratar. Podem sempre ver oportunidades em:
http://careers.telogis.com/

domingo, setembro 14, 2014

Parte 3: Wanaka - Dunedin - Christchurch

Continuação do registo da viagem pela Ilha Sul da Nova Zelândia.

E finalmente, já que todas as viagens tem de ter um "regresso", a última etapa da viagem pela Ilha Sul com a família teve como paragem a cidade de Dunedin antes de rumarmos de volta a Christchurch.



Dunedin teve direito a uma paragem de duas noites, onde deu oportunidade para conhecer o centro da cidade e o museu (super interessante), bem como a beleza natural da península de Otago onde tivemos oportunidade para ver pinguins-de-olho-amarelo ao vivo no seu habitat natural. No regresso para Christchurch ainda tivemos oportunidade para ver os Moeraki Boulders, um local sem dúvida diferente e bastante bonito.






E depois já só restou pegar em tudo e voltar para casa...

quarta-feira, setembro 03, 2014

Parte 2: Mt Cook - Wanaka - Queenstown - Wanaka

Continuação do registo da viagem pela Ilha Sul da Nova Zelândia.

O grande objectivo da viagem era chegar aquela que considero ser a melhor a cidade (vila) da Ilha Sul da Nova Zelândia para tirar férias, Wanaka, e fazer aí o nosso "quartel general".

Assim partimos depois de almoço da vila na base Mt Cook fazendo a marginal do Lago Pukaki e rumámos para Wanaka, onde ficamos uma semana e onde "relax absoluto" é o que melhor descreve a cidade. Aproveitamos ainda para visitar a "vizinha" Queenstown, a cidade mais "radical" do mundo, e fazer um jantar no "topo do mundo" enquanto nevava.


Existem milhares de coisas que podia dizer para tentar descrever em palavras estes locais mas seria insuficiente. Até mesmo as fotos não conseguem transmitir sequer um pouco quanto de cortar a respiração todas as paisagens são, por isso limito-me a deixar algumas foto e esperar que a imaginação de cada um consiga aproximar do que realmente se desfruta nestes locais.

Começo com a vista da "nossa casa" em Wanaka...







 Queenstown, uma cidade que também é de paragem obrigatória (desta vez sem aventuras radicais):






segunda-feira, setembro 01, 2014

Parte 1: Christchurch - Lake Tekapo - Mt Cook

Depois do "adeus" fica a altura de registar a visita da família.
Não seria justo fazer apenas uma mensagem no blog para relatar esta viagem então vou dividir a viagem nas suas etapas principais.

Tendo em conta que esta foi a visita da família que nos é mais próxima tratamos de ter a melhor amostra da ilha para o tempo destinado a viajar. Não são todos os nossos locais favoritos da nossa ilha, afinal deixamos de fora toda a "West Coast" ou locais como Nelson, Hamner Springs ou Kaikora, mas são, para nós, os melhores que se conseguem visitar e fazer render uma viagem ao máximo.

Assim a primeira etapa da nossa viagem fica marcada pelos Alpes do Sul com uma passagem por Rakaia Gorge, a garganta de um dos maiores rios de Canterbury, o Rakaia, seguido de uma paragem por Lake Tekapo. Depois do descanso e de um pequeno almoço fantástico no topo de Mt John seguimos para Mt Cook Village. Esta última paragem nem estava nos planos originais, mas até nas viagens com a família tentamos de improvisar um pouco.



A viagem não foi pelo caminho mais curto entre Christchurch e o objectivo principal da viagem, Wanaka (mais sobre isso numa mensagem futura), mas fui uma forma de fazer a viagem mais perto dos Alpes, perto do local onde muitas vezes vamos esquiar e ao mesmo tempo com paragens em locais que valessem a pena uma caminhada e as fotografias.

Lake Tekapo é um desses lugares onde, no topo de Mt John, se tem uma vista digna de um planetário de nível mundial, com uma pequena diferença: é tudo ao vivo. Parece que se está no topo do mundo a tocar nas estrelas. A ida para a Mt Cook tornou-se interessante visto ser o ponto mais alto da ilha, lugar que ainda não tínhamos tido a oportunidade de visitar.

Não tão importante como as memórias que ficam em nós, fica um pouco dos registos fotográficos destes momentos que, pela felicidade que dão, partilhamos aqui (pelos menos esta pequena amostra).








E depois a viagem continua... (rumo a Wanaka)...