sábado, junho 29, 2013

O regresso aos antípodas...

Quase um mês depois da partida, regressamos a Christchurch e com isso regresso também a escrever no blog.

Depois de uma viagem de quase 40 horas, a Nova Zelândia recebeu-nos "de branco". Bastou para isso olhar para os Alpes ainda no avião antes de se aterrar. Quando chegamos a casa também esta estava toda pintada de branco por dentro (tinham ficado a reparar e a pintar a casa enquanto estávamos fora).

Para não fugir à regra, este primeiro dia, bastante pacífico, também foi branco, desta vez com uma visita ao Monte Hutt (fica a uma hora e vinte minutos de casa).

Do dia ficam as fotos a um amigável Kea que se cruzou connosco e das paisagens que deu para desfrutar:

Kea (Papagaio-da-Nova-Zelândia) a passear pela neve.
Cordilheira dos Alpes do Sul 
Planície em Canterbury

quinta-feira, junho 27, 2013

Ser emigrante?

Sentado no aeroporto no Dubai vejo centenas de pessoas passarem por mim.
É mais um regresso a casa. À "nova casa" como normalmente me refiro.

Apesar de ser já o segundo país em que trabalho fora de Portugal, o país que está escrito no meu passaporte, nunca me considerei emigrante. Mas se calhar já o sou há muito.

Não me considerei, se calhar, porque não me identificava com os emigrantes de outros tempos, que vinham em Agosto para Portugal, pela estrada fora, a fazer horas sem parar, na ânsia de regressar a casa.
Não me considerei porque falo Português com sotaque Português e ainda não dou hipótese à alcunha de "Avec".
Não me considerei porque vejo a minha família várias vezes no ecrã do meu computador e o tão longe parece tão perto.

Mas na realidade, provavelmente, sou mesmo emigrante. A minha carta de condução tem um bandeira que há alguns anos não me dizia nada, o inglês acaba por ser a minha principal língua no dia a dia e em casa, ao final do dia, volto ao "meu" Português.

As longas viagens de carro são substituidas por aviões e horas de aeroporto. Se a tecnologia mudou, mudaram também os nossos destinos. O lugar a que chamo agora casa é a 20.000km do lugar que me viu nascer.

E os regressos a Portugal? Esses podem não ser em Agosto, podem não ser para os "bailaricos", mas não deixam de ser um rodopio onde no fundo o mais importante acabam por ser os abraços. Aqueles abraços fortes que querem dizer: "tu significas algo para mim".

Se calhar sou emigrante porque apesar de tudo a razão foi a mesma de outros tempos. Foi a procura de oportunidades melhores (por muito que goste da aventura), sejam elas a qualquer nível, e essa sempre foi a principal razão.

Esta nova geração de emigrantes, na qual agora cada vez mais me reconheço, luta por algo. Um futuro que, por alguma razão, o próprio país não consegue oferecer. Falam-me muito em coragem mas acho que acima de tudo é lutar por algo que acreditamos e queremos, e ao ir para fora, afinal, quem tem o maior risco somos nós próprios.
Admiro também os que ficam, mas provavelmente não era o que me estava destinado, nunca foi.

Na distância sofrem-se dores que nem todos as percebem. O "perder" pessoas que nos eram próximas para distância. E não é o perder de falecer, esse é duro em qualquer lugar. É o deixar de existir porque não se cuida dessas plantas da vida sem as regar. Só aqueles mesmo muito resistente se mantêm lá. Mas há outras bonitas que não sobrevivem sem água.

O deixar de ver os mais pequenos crescer e os acontecimentos acontecerem. Parece que fica um buraco no tempo ali. No regresso parece que tivemos ali ontem, mas o tempo passou para todos menos para nós. Os hábitos são os mesmos (por exemplo, estas semanas, "fui" várias vezes desligar o alarme do meu prédio... o alarme que já não existe) mas o mundo mudou. E tudo é repentino. Saber que alguém mudou a sua vida parece uma coisa de um dia para a noite, mas na realidade foi um processo de meses e para nós foi de ontem para hoje.

Já escrevi uma vez uma frase que o meu chefe me disse no meu primeiro mês na Nova Zelândia: "Estamos longe e não conseguimos estar com aqueles que gostamos, e eles connosco. Fica-nos a satisfação daqueles que gostam de nós saberem que estamos a viver uma vida melhor."

Não vou dizer que não gosto de estar fora, porque é mentira, gosto. Mas agora apercebo-me que também não posso dizer que não sou emigrante, porque na realidade, começo a descobrir que se calhar sou...

segunda-feira, junho 10, 2013

De férias...

Este blog, assim como eu, está de férias por um mês.

O grande objectivo do blog é manter o contacto com as pessoas em Portugal (ou com os amigos pelo mundo que de alguma forma estão ligados a mim através de Portugal), e por isso o escrevo em Português, mas durante este mês de Junho o contacto pode ser pessoal (pelo menos para quem está em Portugal).

Por essa razão não escrevo aqui durante este período: quem quiser saber as novidades pode sempre vir falar e encontrar pessoalmente.

Ao fim de alguns dias posso sempre é dizer que:
Francesinha 
Leitão 
Tripas 
Prego em Prato 
Tapas 
Bacalhau 
Posta 

Resumindo, quem só me vir nos últimos dias cá vai ter muito mais de mim para ver e abraçar... (se percebem o que quero dizer com isto... tenho de fazer exercício para compensar)

Do último dia antes de chegar a Portugal... fica só um apoio à torre mais alta do mundo:



E agora vou dedicar o meu tempo à Antiga, Muy Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto...
(muito amo eu a minha cidade)

segunda-feira, junho 03, 2013

Dubai - Dia 1 de Jet Lag

Há vários motivos para escrever no meu blog.
Muitas vezes quero partilhar algo. Às vezes quero desabafar algo e outras quero mostrar algo que vi e que sei que nem todos podem ver.

Pois bem, hoje estou a escrever no blog por causa do jet lag. Sim, outra vez esse meu amigo. Desta vez está a bater forte e escrever é uma maneira de o tentar vencer. Já sei que apesar de serem 16h daqui a pouco vou adormecer, mas fica aqui um último esforço.

Hoje o dia (que é Domingo nas minhas contas actuais) começou às 6h da manhã no aeroporto do Dubai depois de mais de 14 horas de viagem no A380, o maior avião que já andei até hoje (não fosse o maior avião comercial do mundo), isto fora as 4 horas que já tinha feito antes mais 4 de espera por ligação. A viagem até foi tranquilo mas com tantas horas de viagem e com tamanha diferença horária, não deu hipóteses de adaptação.

Para tentar vencer o jet lag a ideia foi ocupar o dia desde cedo, desde correr a cidade pela auto-estrada e ver os colossais edifícios, fazer uma paragem na praia para ir ver o Burj Al Arab, ir aos souks do ouro, tentar ir aos souks da roupa (não nos conseguimos aguentar nesses muito tempo tamanha era a pressão para comprar algo que não queríamos) e ainda ver o Mall of the Emirates, onde se reproduz neve artificial para se ter uma pista de ski no meio do deserto (esta gente é mesmo louca).

Mas como sempre, as fotos ajudam a descrever tudo um pouco melhor. Logo o dia continua (embora mais pareça um novo dia) e amanhã será outro...

O A380 que nos trouxe até ao Dubai... Gigante é o mínimo que posso dizer...
O edifício mais conhecido do Dubai...
Cidade do ouro...
Pode ser perigoso levar mulheres para esta zona da cidade.
Loja sim, loja sim é ouro e jóias de fazer encher os olhos...
Vista numa rua do maior edifício do mundo... e aviso que temos de relaxar...

 A entrada do Mall of Emirates e a respectiva pista de ski (ou parte dela).
Uma vista rápida sobre o Mall of the Emirates. 
A vista do quarto do hotel para umas das "palmeiras" criadas pelo homem (outra loucura).