domingo, setembro 30, 2012

JET LAG...

Depois de mais de 24 horas em viagem chegamos à primeira paragem.

Após as despedidas (que vou falar mais tarde), a viagem Porto - Lisboa e Lisboa - Londres chegou a vez da viagem mais complicada: Londres - Los Angeles.

Voo confortável na Air New Zealand, tendo em conta o tempo (12 horas) por uma trajectória que não era bem o que eu estava a contar (ver abaixo). "Xii... Vai dar uma grande volta..."


É um voo durinho de se fazer, principalmente depois dos tempos de espera nos aeroportos e dos outros voos anteriores.
Deu para aproveitar para ver filmes (Cavalos de Guerra, MIB3,...), séries (How I Meet Your Mother, Two and a Half Men,...), jogar, ver informações do destino e dormir.

Chegados ao destino... JET LAG... não é muito, mas deu para acordar hoje às 5h, 6h, 7h e agora 8h da manhã. Isto já passa. E para a semana há mais. Neste direcção o Jet Lag é muito pequeno, por isso é tranquilo. Amanhã já se foi todo.

Hoje... LA... :)

quinta-feira, setembro 27, 2012

Últimos cartuchos...

Depois de todas as despedidas, de reviver muitos momentos com amigos há que queimar os últimos cartuchos. Não deu tempo para tudo, mas foi o possível.

O tempo agora é apenas e só para as pessoas mais importantes, a família... em particular os pais (não há mesmo mais importante), e para nós próprios, afinal não vamos desaparecer do mapa (só ficar muito distante no mesmo) e por isso o resto pode esperar.


Curioso é que não nos parece que vai acontecer. Parece tudo natural e embora as mudanças sejam de facto muito grandes (para além das saudades), mesmo a distância de 20.000km não assusta.

Seja como for, é uma mudança radical onde tudo vai ser diferente. 
Aqui vão as mais óbvias e algumas das mais curiosas:
  • Uma língua nova... 24 horas por dia...
  • Vamos andar o dia todo de pernas para o ar.
  • Conduzir pela esquerda parece no mínimo assustador.
  • A água no ralo da casa de banho vai girar pelo outro lado. (a malta de engenharia deve-se lembrar disto)
  • Vamos sair de Portugal no Outono e ao chegar ao destino na Primavera.
  • A diferença horária vai ser de 11 ou 12 horas para o Porto. Enquanto uns acordam outros deitam-se.
  • Em casa vou usar MAC em vez de Windows pela primeira vez na vida. (esta mudança sim é uma  conversão completa)
  • Aprender as regras de Rugby porque o futebol é quase inexistente.
  • Viver numa ilha pela primeira vez... sem um saída para o continente por perto... felizmente parece ser uma das ilhas mais bonitas e com mais para explorar do mundo.
  • Para nós o sol vai nascer no mar e pôr-se nas montanhas. 
  • A beira mar vai ser a acenar ao Pacífico e não ao Atlântico. 
  • Deixo de ser "um homem do Norte" para passar a viver na Ilha Sul (chama-se mesmo assim) do país com a capital mais a sul do planeta.
  • Uma nova moeda, o Dólar neo-zelandês... E assim sempre dizemos adeus ao Euro.
  • E terremotos... muitos terremotos. Todos os dias alguns terremotos para nos animar...
Depois de diversos enganos por parte dos amigos, um esclarecimento: É Nova Zelândia para onde vamos... e não Austrália. E não há cobras por lá nem animais perigosos de uma forma geral.

terça-feira, setembro 25, 2012

Não queiras saber de mim...

Porque apesar de todas as coisas boas e novas que aí se avizinham há coisas em Portugal que são insubstituíveis:

Letras como as de Carlos Tê e vozes como a da Mariza e do meu conterrâneo (apesar de nascido em Lisboa, é sem dúvida um homem do Porto) Rui Veloso são algo que dificilmente vamos encontrar.


sexta-feira, setembro 14, 2012

As malas também emigram.

Não sei porquê mas a palavra emigrante sempre me pareceu com uma conotação negativa. 
Já vivi e trabalhei nos Países Baixos e nunca me considerei "emigrante". Acho que ainda agora não me sinto emigrante, embora a (dura?) realidade seja essa: Emigrar. E para isso é preciso muitos pequenos (mas nem sempre fáceis) passos.

Quando nos põe toda a vida que vivemos no nosso país em caixotes ficamos um bocado mais próximos dessa realidade. Do "vamos sair". 
É, no mínimo, estranho ver tudo ficar em caixotes e ser levado para um novo destino ("bué bué longe"). 

As prateleiras vazias, as coisas que se foram juntando por uma vida (que embora ainda seja curta, não deixa de ser uma vida) juntam ou separam-se umas das outras. E está mais um passo dado:








Recordações e momentos.

Arrumar uma casa para ir embora é como arrumar uma vida. Passam-nos n momentos pelas mãos. Vemos fotos, recordamos bons e maus momentos e arrumamos e escolhemos o que queremos manter ou largar.

Esta última semana foi muito disto. São escolhas. Correm-se riscos ao seguir em frente, mas acima de tudo o importante é não parar e ficar muito a olhar para trás.

No meio de tudo isto olhei para os momentos onde tomei posse de alguns objectos. Por alguma razão eles foram especiais para mim, seja pela razão, pela pessoa ou simplesmente por serem completamente inesperados para mim (que são o melhor tipo de surpresas positivas que me podem fazer).

Aqui algumas fotos do levantamento que lhes fiz... onde excluí os postais, que adoro (receber ou enviar) visto esses terem um lugar próprio. :)

3 em 1... com direito a música.

Quando as prendas são feitas por quem as oferece tem muito mais significado.

Só quem já passou pelo mesmo entende.

Os melhores companheiros de trabalho dão prendas inesquecíveis. Dank U Wel mijn vrieden.

Quando as prendas vem do país de onde os amigos são.

Há camisolas que vale a pena vestir. Até os vizinhos nos podem dar momentos inesquecíveis.


quinta-feira, setembro 06, 2012

Amores...

Já está tudo pronto?
As malas já estão feitas?
Quanto tempo agora?
Preparados psicologicamente?
Quando partem?

TENS NOÇÃO QUE É NO OUTRO LADO DO MUNDO? (x20) (também gosto muito de ti Ana) :)

Estas tem sido as perguntas no dia a dia, e era previsível que o fossem, mas tenho optado por não pensar muito nisso e aproveitado o tempo de outra forma.

Falava nestes dias com uma amiga sobre amar "lugares". Já disse mil vezes, que amo o Porto. É algo inexplicavelmente forte, e no entanto não é uma pessoa. É simplesmente algo que "está ali" e no entanto vai mudando..

Mas um lugar é muito mais que isso: São as pessoas todas que lá vivem e que por lá passam aos milhares. São os cheiros e as cores, mas sobretudo são as recordações e sensações que nos fazem sentir. O Porto é tudo isso para mim. Vejo um video como este abaixo, e reconheço cada rua, cada lugar e cada memória que esses locais me trazem. Foi aqui que cresci e vivi grande parte da minha vida. Posso sair mil vezes daqui, mas o Porto vai ser sempre a minha casa e um dos meu grandes amores. E os amores são para a vida.


Ainda nessa conversa lembrei-me: Se o Porto é o meu amor, Delft, nos Países Baixo, é a minha amante. Foi quem me recebeu de braços abertos para a primeira grande aventura da minha vida, me deu o primeiro emprego e me deu o abraço nas alturas complicadas. Sempre acreditei que se pode ter vários amores. Delft é o segundo lugar que aprendi a amar na vida. Vivi lá pouco tempo da minha vida, comparando com o Porto, mas sempre que lá vou sorrio por dentro. No futuro vai ser complicado lá voltar (a distância vai-me trazer mais ao Porto), mas fica com um grande canto do meu coração. E engraçado que de novo os locais nos vídeos que encontramos são tão incrivelmente familiares.


Aprendi a amar os locais que me deram alegrias, por isso vamos ver o que o futuro nos trás de Christchurch City, o próximo destino. As expectativas são altas, mas isso só a vivência num local novo nos dirá. Espero daqui a um ano estar aqui a escrever o quão maravilhosa esta cidade é...